A Defensoria Pública do Ceará (DPCE) conseguiu reverter uma condenação que obrigava uma professora de 47 anos, de Missão Velha, a pagar R$ 115.991 a um banco.
O processo começou após a instituição alegar a existência de um empréstimo pessoal, com parcelas que chegavam a quase 200% da renda da docente, que à época recebia R$ 1.501. A professora afirmou nunca ter assinado o contrato e relatou noites sem dormir diante do medo de perder a ação.
O defensor público Emmanuel Santana destacou que não havia provas do suposto empréstimo, como contrato assinado, extratos ou registros digitais. Em recurso, a Defensoria apontou a desproporção entre a renda da professora e o valor cobrado, além da falta de cuidado do banco.
No dia 27 de agosto de 2025, o Tribunal de Justiça do Ceará considerou improcedente a cobrança. Aliviada, a professora disse que a notícia foi “um verdadeiro presente de aniversário”.
A atuação também contou com o acompanhamento da defensora de 2º grau Roberta Quaranta, demonstrando a importância do trabalho da DPCE em todas as instâncias para garantir justiça e reverter abusos.





