Luizianne se despede do poder inaugurando obras

Maratona de inauguração de grandes obras, polêmicas envolvendo o Réveillon de Fortaleza e a busca em fechar o caixa...

A ex-prefeita de Fortaleza cogita a possibilidade de deixar o PT (Foto: TV Diário/Reprodução)

Maratona de inauguração de grandes obras, polêmicas envolvendo o Réveillon de Fortaleza e a busca em fechar o caixa da gestão. Esses foram alguns dos principais episódios que acompanharam os últimos dias da gestão Luizianne Lins (PT), em eventos que ficarão atrelados -para o bem e para o mal – à imagem que a prefeita deixa entre os fortalezenses. A era petista, que teve início oito anos atrás, terá seu desfecho na meia-noite de hoje.

“Não sou filha da classe política nem da classe econômica dessa cidade. Cheguei aqui através do sonho de um grupo de jovens, que sentia falta de políticas que pudessem aproximar as pessoas, mexer com a alma delas”, relembrou Luizianne, já em tom de despedida, durante a inauguração do Centro Urbano de Cultura, Ciência, Arte e Esporte (Cuca) Chico Anysio, no Mondubim.

Em esforço para reverter a imagem de falta de aptidão para a administração, a prefeita inaugurou, apenas nos últimos três dias, diversas das obras “carro-chefe” da gestão. Na maratona, foram entregues o Estoril, o Vila do Mar, o Pavilhão Atlântico da Praia de Iracema e o Cuca Chico Anysio – quase todas obras localizadas em bairros periféricos de Fortaleza.

Encerrando o ciclo das grandes ações, Luizianne Lins entregará hoje, às 10 horas, o Cuca Luiz Gonzaga, no São Cristóvão. Obras que, apesar de terem inauguração visivelmente apressada em alguns casos, representam bem a opção da gestão por investir em regiões historicamente pouco contempladas pelo poder público.

“Há alguns anos atrás, muita gente não acreditaria que seria possível que a periferia recebesse um equipamento desse tamanho e dessa qualidade (se referindo ao Cuca Chico Anysio). E eu sei que muitas pessoas não vão nem saber que isso existe (…) porque muita gente não conhece a grandiosidade dessa cidade”, desabafa.

No apagar das luzes da gestão, a prefeita foi revertendo, pouco a pouco, as marcas de nervosismo e abatimento que carregou nos dias que seguiram a derrota de Elmano de Freitas (PT) nas urnas. Nervosa e de voz trêmula na sexta-feira, Luizianne já esbanjava, na noite de ontem, sorrisos e simpatia durante a inauguração do Pavilhão Atlântico.

Réveillon
Os muitos desgastes políticos que a gestora teve ao longo dos anos, acumulados sobretudo pelo certo distanciamento da prefeita com a população, também fizeram parte da reta final da era Luizianne. Entre os muitos acertos e erros da petista durante os dias finais do governo, figura também um dos maiores baques na imagem da gestão dos últimos oito anos.

A decisão por não fazer o Réveillon de Fortaleza, festa que a própria petista ajudou a construir e consolidar no calendário municipal, repercutiu negativamente com a opinião pública e criou uma imagem negativa que dificilmente irá se desvencilhar da administradora.

O Povo

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