
Os nove servidores da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) que foram removidos pelo órgão para cidades do interior do Estado afirmam que as remoções são fruto de perseguição da Superintendência. Todos os removidos estiveram à frente da greve da Semace no ano passado. Seis servidores foram relocados para Sobral e três atuarão no Crato.
Segundo o gestor ambiental e diretor da Associação dos Servidores da Semace (Assemace), Felipe Monteiro, a demanda em Sobral, município para o qual foi removido, é pequena e não justifica a relocação. “Em Sobral não chega a ter 100 processos da Semace”. Em contrapartida, Felipe diz que em Fortaleza há mais de seis mil processos e que os servidores estão sobrecarregados desde que os terceirizados que exerciam atividades restritas à servidores concursados foram retirados destas funções.
Felipe defende ainda que cursa mestrado em Desenvolvimento do Meio Ambiente da Universidade Federal do Ceará (UFC) e que o andamento de seu curso ficará comprometido com a remoção.
Segundo ele não houve diálogo entre os servidores removidos e o superintendente da Semace, José Ricardo Araújo Lima. De acordo com Felipe, na semana passada, o grupo de servidores removidos tentou diálogo com o superintendente por três vezes, mas não foram atendidos.
Por meio de nota a Semace informou que o remanejamento está sendo realizado para fortalecer as diretorias regionais de Crato e Sobral e que o edital do concurso público no qual os servidores foram aprovados permite o ato.
O Povo

