URUOCA: Polícia apreende documentos na casa de acusados

Novos mandados de busca e apreensão foram executados na manhã de ontem na sede de Uruoca, a 310,3 km...

Cada um recebia R$ 1 mil por mês de propina da Prefeitura (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
Cada vereador recebia R$ 1 mil por mês de propina da Prefeitura (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)

Novos mandados de busca e apreensão foram executados na manhã de ontem na sede de Uruoca, a 310,3 km de Fortaleza, e no distrito Campanário. Para o cumprimento dos oito mandados, expedidos pelo juiz da comarca, Fábio Medeiros Falcão Andrade, foi necessária a parceria entre as polícias civis de Uruoca e Massapê e do destacamento militar de Sobral.

O objetivo era encontrar qualquer documento relacionado às denúncias feitas pelo Ministério Público do Estado (MPE) sobre o chamado mensalão de Uruoca, esquema de propina na Câmara para aprovar projetos do ex-gestor Manoel Conrado e garantir sua governabilidade.

A delegada de Uruoca, Nayana Andrade, vistoriou a residência da vereadora Maria Aldebiza Silveira e a Câmara, no Centro da cidade. Na casa dela, “como a informação dos mandados já havia vazado, eles praticamente tiraram tudo. Só encontramos um caderno com anotações que parecem ser de compra de votos nessa eleição. Encontramos também CDs que não chegamos a abrir, mas não havia computador pessoal”, diz Nayana. Já na Câmara, foram levados seis computadores e CDs com a contabilidade da Casa Legislativa.

O delegado de Massapê, José Fernandes Vieira Júnior, esteve nas casas do ex-secretário de Finanças, João Lourenço Fontenele Filho, acusado de pagar os parlamentares, do ex-vereador Elonio Sales Gomes, do funcionário da prefeitura, Junior Marçal, e na Secretaria de Finanças do Município. Segundo o delegado, grande quantidade de documentos públicos foram localizados na residência do ex-secretário, além de computador e pendrive. Na Secretaria, os policiais coletaram também documentos que podem vir a esclarecer o caso.

Ainda ontem, o material encontrado foi transferido para o promotor da comarca, Venusto da Silva Cardoso. De acordo com a delegada, isso deve ser encaminhado para a Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), em Fortaleza.

Na próxima sexta-feira, termina o prazo da prisão preventiva dos cinco acusados, que ainda estão detidos na Delegacia de Capturas e Polinter (Decap). Caso não seja renovado, eles devem ser soltos.

O Povo

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