JUAZEIRO: Adiado julgamento do acusado de mandar matar recepcionista de hotel

Mais uma vez o julgamento de Luiz Costa Farias, apelidado por “Luiz Macaxeira”, não aconteceu. A sessão do Tribunal...

A sessão do Tribunal Popular do Júri foi adiada por conta de um problema técnico (Foto: Chinês/Agência Miséria)
A sessão do Tribunal Popular do Júri foi adiada por conta de um problema técnico (Foto: Chinês/Agência Miséria)

Mais uma vez o julgamento de Luiz Costa Farias, apelidado por “Luiz Macaxeira”, não aconteceu. A sessão do Tribunal Popular do Júri até que foi iniciada, porém terminou interrompida por volta do meio dia por conta de um problema técnico no sistema de gravação do Fórum de Juazeiro do Norte. Ele seria o autor intelectual no assassinato de Luis Felizeu Birô, o Luizinho, na época com 32 anos, morto a tiros na madrugada do dia 14 de novembro de 2006 na recepção do Verde Vale Lazer Hotel.

No momento em que a sessão foi interrompida e o Conselho de Sentença dissolvido, a mãe da vítima prestava depoimento após aceitar a sugestão do representante do Ministério Público de retirar o réu de sua frente e colocar em uma sala. Com a suspensão, já ficou designado o dia 6 de junho para a seqüência do julgamento. Marcado a primeira vez para o dia 28 de julho de 2012, o julgamento de Luiz Macaxeira foi adiado para 4 de setembro daquele ano e, depois, para 26 de abril o que não ocorreu.

O acusado responde em liberdade a imputação que lhe é feita e tem como seu defensor o advogado Iranildo Alves Feitosa da Defensoria Pública. O auditório recebeu grande número de parentes de Luizinho que foi alvejado com um tiro de revólver no pescoço, enquanto trabalhava no hotel. Ele recebia os músicos da banda do cantor Leonardo que tinham acabado de chegar. A execução foi filmada e o caso obteve grande repercussão.

O autor dos disparos foi Cláudio Pereira de Souza, de 28 anos, que residia no Bairro Novo Juazeiro e ali chegou acompanhado do professor de capoeira, Neutácio Paulo da Silva, que mora em Crato e dirigia o Fiat Uno Mille de cor escura. A dupla chegou ao hotel dizendo que queria se hospedar. Momentos depois, quatro disparos contra o funcionário e a fuga no carro destruindo o portão fechado.

O motivo do assassinato teria sido uma dívida no valor de R$ 3 mil reais a Luiz Macaxeira, que teria contratado o seu próprio cunhado Cláudio Pereira para praticar o assassinato. Ele teve sua prisão preventiva decretada, mas revogada por decisão do Tribunal de Justiça. Segundo a família, Luizinho já estaria tratando de conseguir o dinheiro para quitar a dívida.

No dia 24 de fevereiro de 2008, Cláudio foi alvejado com quatro facadas quando esteve preso na Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC) indo parar na UTI do Hospital Santo Inácio. Já no dia 18 de julho de 2011, ele morreu em um acidente de trânsito no Km 169 da BR 101 no município de Santa Luzia do Itanhy (SE). A Toyota Hilux SW4 que dirigia e viajava com outras duas pessoas bateu violentamente contra uma carreta.

Agência Miséria

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