
A delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Juazeiro do Norte, Kamila Brito, autuou em flagrante dois jovens e um adolescente pelo crime de latrocínio ocorrido por volta do meio dia desta quarta-feira no bairro Pedrinhas. Ela tomou os depoimentos e os três foram levados para exames de balística e de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) na manhã de hoje. Francisco Marciel da Silva, de 26, o Marcinho; Luciano Henrique Fabrício, de 18, o “Sam” e G. D da S., de 17 anos, foram presos e apreendido momentos após a morte de Josefa Lourenço da Silva.
Os depoimentos revelam trocas de acusações, mas a delegada está convencida do planejamento conjunto e o conseqüente envolvimento do trio no latrocínio. O mentor seria Marcinho que é genro da vítima e dirigia o veículo Fiat Uno de cor vinho, pertencente à Josefa, que foi interceptado na estrada carroçável do lugar. Na conversa com a doutora Kamila, ele nega assegurando que nada tem a ver com o caso e que estaria sendo “acusado de graça”.
Ele mora com uma filha da vítima a uma distância de apenas três casas da sogra na Rua Francisco Neudo Cruz da localidade denominada Vila Nova (Pedrinhas). Mas a história parece não ser bem assim, pois os dois confessam parcialmente envolvimento no caso. Eles remetem ao planejamento de um susto que dariam num jovem acusado de ter praticado um suposto furto na casa de Marcinho e que seria levado por este no carro até o “cheiro do queijo” para que pudessem espancá-lo.
Essa história é contada por Luciano, mais conhecido por “Sam” e residente na Rua Maria das Dores, 492 no mesmo bairro. Ele disse à delegada ter reconhecido à mulher e vice-versa quando, supostamente, recuou na ação estranhando o desacordo com o combinado, mas se contradiz ao se referir sobre o anuncio do assalto. Já o adolescente admite ter atirado em Josefa, mas por determinação do genro da mesma e acrescentou que ele teria vestido a mesma luva cirúrgica para efetuar um segundo disparo.
A delegada está convencida que o trio planejou assaltar os R$ 8,7 mil que a mulher levava na bolsa para comprar tijolos a fim de tocar umas obras de ampliação de sua casa. Das duas armas apreendidas pela PM somente o revólver calibre 32 apresentava dois cartuchos deflagrados. Provavelmente, o outro, calibre 38, estava em poder de “Sam”. O uso de luvas no momento dos disparos pode até apresentar um resultado negativo nos exames, porém os depoimentos iniciais já são tidos como incontestes.
Agência OKariri





