MILAGRES: Caso Jajá – Acusado diz em audiência que agiu em legítima defesa

  Agência OKariri por Alecx Silva e Klébio Leite   Transcorreu nesta terça-feira (27), no Fórum do Município de...

Foto: Alecx Silva
Momento em que o acusado chegava ao Fórum para participar da audiência Foto: Alecx Silva

 

Agência OKariri por Alecx Silva e Klébio Leite

 

Transcorreu nesta terça-feira (27), no Fórum do Município de Milagres, a primeira audiência de instrução criminal do Caso Jajá, em que foram ouvidas testemunhas e o próprio acusado que nos autos agora chama-se Hugo Gabriel Garcia (conhecido como João Bandeira), conforme documento apresentado durante a sessão.

 

O Portal OKariri conversou com o Dr. Dairton Costa, Promotor Adjunto da Comarca de Milagres, que fez um balanço sobre a audiência e os procedimentos a seguir do processo. Leia abaixo os principais trechos da conversa.

 

AUDIÊNCIA
“Foram ouvidas as testemunhas de acusação. E ao final, a defesa pediu que as testemunhas de defesa fossem ouvidas por precatórias na cidade de Ouricuri/PE. Razão pela qual a audiência não se encerrou por total. O acusado foi ouvido e apresentou sua versão. Inicialmente, ele negava a autoria. Só que na frente do juiz apresentou uma versão de legitima defesa. Ele alegou que foi agredido por duas vezes na festa, inclusive sendo agredido por sete pessoas”.

 

CRIMES
“A acusação que temos contra o Hugo Gabriel Garcia é de um homicídio qualificado, pelo motivo torpe e pela falta de defesa para a vítima; uma posse de arma anterior mansa e pacífica, ou seja, ele já chegou a festa portando uma arma; uma ocultação da arma, uma vez que a arma que foi utilizada no crime está ocultada até hoje da justiça; um delito de constrangimento ilegal uma vez que ao fugir do local do crime ele empunhou a arma para um mototaxista e o obrigou a levar até um determinado local para a fuga do crime mediante o uso da arma, ou seja tivemos uma ameaça; e uma lesão grave de uma bala perdida que pegou na perna de uma segunda vítima que passou determinado tempo sem poder trabalhar e correu o risco de vida”.

 

PENA
“Ao todo as penas acumuladas dos cincos crimes que são pedidas de forma autônomas chegam a 44 anos”.

 

PROCESSO
“Por enquanto, nós estamos esperando o retorno das precatórias de Ouricuri para saber o que as testemunhas de defesa têm a dizer e recebidas pelo juiz estas alegações será aberto vistas ao Ministério Público e ao advogado de defesa para que se faça as alegações finais. Depois, o juiz decide se o acusado vai ou não a júri popular”.

 

PRISÃO
“No momento ele se encontra sob prisão preventiva, apenas para salvaguardar determinadas situações: 1) evitar que o acusado se foraja; 2) Dúvida com relação a identidade, embora ele tenha apresentado uma identificação nova, mas no momento da prisão tinha-se várias dúvidas sobre essa identificação dele; 3) a comoção social, inclusive dentro da audiência ficou bastante clara a possibilidade da vítima ter sido morta por engano. Por conta desse fato, o Ministério Público sempre se manifestou pela manutenção da prisão cautelar do acusado, uma vez que várias testemunhas se encontram amedrontadas”.

 

Ouça no player abaixo a íntegra da entrevista que o Dr. Dairton Costa, Promotor Adjunto da Comarca de Milagres, concedeu ao Portal OKariri.

 

 

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