Nove dos 15 investigados pelo Ministério Público Estadual, que tiveram prisão preventiva decretada na Operação Miragem II, na semana passada, conseguiram habeas corpus ontem, concedido pelo desembargador Paulo Camelo Timbó, relator do processo. Seis deles são secretários da Prefeitura de Quixadá, incluindo a primeira-dama, Juvenina Calixto Silva Bezerra. Outros três atuavam na comissão de licitação do Município, mas já não fazem mais parte da gestão.
A decisão do desembargador ainda será apreciada pelo colegiado. De acordo com o autor do habeas corpus, advogado Leandro Vasques, havia ainda outro cliente incluído na ação, mas ele não chegou a ser beneficiado, porque se apresentou para a prisão e foi liberado após depoimento. É o caso do secretário de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, Raimundo Nogueira Damasceno.
Vasques destacou que respeita a atuação do MPE, mas discorda da prática de prender a pessoa para se obter depoimento e depois analisar a necessidade ou não de liberação. “Discordo frontalmente, porque a pessoa já vai prestar depoimento constrangida, com liberdade comprometida e fragilizada”, disse, acrescentando que, há mais de um mês, com a Operação Miragem I, seus clientes já haviam se colocado à disposição para as investigações.
O POVO tentou falar com um dos promotores responsáveis pela investigação, Manoel Epaminondas, na noite de ontem, mas ele não atendeu às ligações.
O Povo





