
Pelo critério anunciado por Cid Gomes, esperava-se que o deputado estadual licenciado Nelson Martins (PT), secretário do Desenvolvimento Agrário, também deixasse o governo para tentar reeleger-se. Mas ele não saiu, e explicou: não tem planos de ser candidato, principalmente porque as campanhas estão cada vez mais caras.
“Está se tornando impossível alguém que não tenha apoio financeiro de empresários ou de quem tenha recursos ser candidato. A cada dia que passa a força do poder econômico em eleição aumenta. Sou uma pessoa de poucas posses. Sou assalariado do Banco do Brasil. Quando terminar o mandato, devo voltar para o banco”, disse Nelson ao O POVO. Além disso, acrescenta o secretário, existem muitos projetos importantes para tocar na secretaria.
Nos corredores da Assembleia, especula-se que Nelson poderá ser indicado para um Tribunal de Contas. O petista nega que tenha havido algum convite do tipo – por enquanto. “O fato de eu não ser candidato não é por causa do Tribunal. Pelo menos até esse momento não. Ninguém tratou esse assunto comigo”.
BISMARCK MAIA DESISTE DE CANDIDATURA
Outro secretário do governo Cid Gomes cuja candidatura em 2014 se especulava é Bismarck Maia, do Turismo. Ele afirmou ao O POVO que desistiu da candidatura a deputado federal e resolveu ficar na pasta até o fim da administração.
“Tomei a decisão, diante do critério estabelecido no momento (de sair do governo em setembro), de definitivamente não ser candidato em 2014. Por dois motivos: um de caráter particular; outro, por absoluta vontade e compromisso de cumprir as metas que o governado estabeleceu em 2007”, disse Bismack.
Entre as metas, lista o secretário, estão duplicações de estradas, término dos aeroportos de Jericoacoara e Aracati e urbanização de mais de 20 pontos turísticos no litoral cearense. “Temos esse compromisso. Estou determinado desde 2007. É uma responsabilidade muito grande minha”, declarou Bismarck, segundo quem foi “extremamente saudável essa oxigenação a um ano e quatro meses do fim do governo, sob todos os aspectos: político, operacional e institucional. Foi uma decisão acertada, até exemplar para outros governos”.
Bismarck estava no PSDB quando foi convidado por Cid para a secretaria, em 2007. Em 2011, saiu do partido e foi para o PSD, da base do governador.
O Povo





