PMN desiste de fusão com PPS

Em reunião extraordinária realizada em São Paulo, o PMN (Partido da Mobilização Nacional) formalizou a desistência de fusão com...

Alexandre diz que meta agora é fortalecer e interiorizar o partido (Foto: Fco. Fontenele/O Povo)

Em reunião extraordinária realizada em São Paulo, o PMN (Partido da Mobilização Nacional) formalizou a desistência de fusão com o PPS (Partido Popular Socialista) para formar a MD (Mobilização Democrática). Segundo a secretária nacional do PMN, Telma Ribeiro, a “diferença de tempo” entre os dois partidos é o que impossibilitou a fusão. “Não posso mexer na vida de tanta gente e ficar dependendo da posição de um só.”

A nova sigla, fruto da fusão do PPS com o PMN, era articulada pelo deputado Roberto Freire (PPS-SP), que é próximo de Serra. Se a criação do MD fosse aprovada, o novo partido poderia lançar a candidatura do ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), à Presidência da República em 2014.

Serra enfrenta dificuldades em seu partido para tentar ser candidato novamente -ele já disputou a cadeira de presidente duas vezes: em 2002 e 2010. O presidente do PSDB, Aécio Neves, deve ser o indicado pelo partido para concorrer às eleições no ano que vem. Com isso, Serra tem procurado alternativas para se viabilizar candidato e a fusão entre o PMN e o PPS seria um caminho viável.

Para o PPS, a fusão era considerada essencial para fortalecer a sigla rumo à eleição de 2014. Com a criação de uma nova legenda, haveria uma janela de oportunidade para que políticos com mandato possam mudar de partido, formando uma sigla mais robusta, com direito a mais tempo de TV.

“A visão de Roberto Freire é que seria importante agregar insatisfeitos com mandato. Ele estava muito preso a essa visão. A minha posição é no outro sentido, de definir logo para tocar as coisas práticas”, disse Ribeiro. E, completou, “você não pode fazer uma fusão esperando as pessoas olharem o partido como um produto em uma prateleira escolhendo entre vários partidos.

No Ceará

O presidente do PPS no Ceará, Alexandre Pereira, diz que com o fim da fusão, a meta agora é fortalecer e interiorizar o partido para ampliar a capilaridade no Estado. “Nosso objetivo é fazer uma das chapas mais atrativas e competitivas para quem pretende se candidatar a deputado estadual e federal”, diz Alexandre, que faz parte da equipe do governador Cid Gomes (PSB), comandando o Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede). Atualmente, o PPS não tem deputados estaduais nem vereadores na Câmara de Fortaleza.

Alexandre Pereira informou que há conversas adiantadas com o deputado estadual Mário Hélio e com o suplente Tomaz Holanda (ambos do PMN) para que eles se filiem ao PPS. Eles teriam se aproximado da sigla após desgastes internos no PMN durante as discussões sobre em meio ao processo de fusão.

O Povo

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