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Tasso Jereissati lança candidatura a presidente do PSDB

A pouco mais de um mês para a convenção nacional do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) oficializa hoje sua candidatura ao comando nacional do partido. O anúncio, que será feito pela manhã na liderança do PSDB do Senado, ocorre após encontro entre Tasso e o governador de Goiás, Marconi Perillo, outro pré-candidato ao espaço, terminar sem acordo.

(Foto: Fco Fontenele/O Povo)

Na reunião, realizada ontem em Brasília, os tucanos tentaram negociar candidatura única ao comando do partido. Divergências entre eles, no entanto, falou mais alto. “Tasso defende teses, eu defendo outras. Espero que a gente consiga debater e chegar a uma unidade. Não a dos cemitérios, mas em cima de um profundo debate”, disse Perillo ao sair da reunião.

“Eu sou mais enfático, Marconi é mais hábil, tem mais articulação verbal. Mas acho que devemos deixar posições muito bem marcadas diante da opinião pública”. – Tasso Jereissati, senador.

Tasso, que ocupa interinamente a presidência do PSDB desde março, defende desembarque mais “enfático” do partido do governo Temer. Já Perillo, mais próximo de Aécio Neves (MG), defende saída “educada”, em tom mais brando com relação ao governo. “Eu acho que devemos deixar posições muito bem marcadas diante da opinião pública”, disse Tasso.

“Mas não esperem que haja briga de arranhão, puxão de cabelo. Nós temos respeito profundo um pelo outro, uma amizade antiga e convergência na maioria de ideias e projetos”, afirma o cearense. Entre os consensos entre os dois, está o apoio às reformas econômicas planejadas pelo Planalto, como a da Previdência, e a necessidade de um mea culpa de erros do partido.

Tasso Jereissati, no entanto, evita tom mais “ameno” de Perillo e diz não acreditar na aprovação de uma reforma da Previdência tocada por Michel Temer. “Já estamos no meio de novembro (…) não há a menor possibilidade de passar a reforma. Um governo enfraquecido, com desgaste popular gigantesco, não tem condição de levar isso para frente”, disse.

“Centrão” de olho

Disputa entre os tucanos ocorre em meio a crescente pressão do chamado “Centrão” por espaços ocupados pelo PSDB no governo. Na última segunda-feira, reunião de Michel Temer com líderes partidários foi “boicotada” pelo líder do PP, Arthur Lira (AL). A sigla, que tem hoje 45 deputados, defende mudanças em ministérios ocupados por siglas “infiéis” ao governo.

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Atualmente, o PSDB indica quatro ministros: Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Bruno Araújo (Cidades) e Luislinda Valois (Direitos Humanos). Para o Centrão, os espaços deveriam ser cedidos para partidos que “compraram” o desgaste de fechar questão pró-Temer nas votações de denúncias contra o presidente.

Marcada para 9 de dezembro, eleição do comando do PSDB Nacional definirá posição do partido não só com os ministros tucanos, mas também com a base aliada do presidente no Congresso Nacional.

Fonte: O POVO Online

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