Segundo denúncia feita pelo jornalista, professor e político Francisco Bezerra Silva (Professor Bezerra), não existe mais venda de passagens e nem embarque ou desembarque no Terminal Rodoviário Raimundo Inácio de Souza, no município de Barro-CE. O que indica que o estabelecimento está praticamente sem funcionamento.

Em seu perfil do Facebook, o Professor Bezerra comentou que nos últimos 20 anos, apenas o ex-prefeito Neneca Tavares, na gestão que se encerrou em dezembro de 2016, teve a iniciativa de fazer algo pelo prédio público, mas o mesmo não encontrou apoio político na esfera Estadual e nem Federal para a revitalização da rodoviária, e sugeriu que a prefeita interina, a senhora Maria Pereira de Lira (Vereadora Vanda), usasse o prédio como sede da Prefeitura Municipal e das Secretarias, o que em sua opinião, seria uma economia a mais para o município, pelo fato de a gestão não precisar gastar com aluguéis para acomodar os departamentos.
Segundo o apurado pelo Portal OKariri, no terminal falta segurança e a situação física do prédio é completamente precária, visto o descaso em relação aos banheiros, que se encontram sem chuveiros, pias e vasos sanitários e, ainda, apresentando vazamentos. O sistema elétrico também é falho. Apenas algumas luminárias funcionam e, por causa da falta de manutenção, riscos de curto circuito e até mesmo incêndios, não estão descartados.
As atividades no terminal rodoviário Raimundo Inácio de Souza foram iniciadas no final do mês de fevereiro de 1991. Nos primeiros anos de funcionamento, o estabelecimento, além de comportar grande fluxo de passageiros nas áreas de embarque e desembarque, também era visto pela população do município como uma espécie de centro de comercialização de produtos artesanais, produzidos na própria cidade. Assim, passou a funcionar até como Cartão Postal da cidade. Eventos sociais, como festas de casamentos, batizados e comemorações familiares, eram freqüentemente realizados na área, onde ainda funciona um restaurante. O local possui dois pisos, sendo que o espaço superior encontrasse interditado. Hoje, o número de freqüentadores foi consideravelmente diminuído. A presença de populares da comunidade é praticamente inexistente, enquanto que a utilização por passageiros também é baixa, por causa do pequeno número de empresas que operam no terminal rodoviário.
O estabelecimento já chegou a ser utilizado por cerca de 12 empresas de ônibus interestaduais e intermunicipais. Os permissionários mais antigos, contam que naquela ocasião havia, pelo menos, 25 ônibus diários realizando paradas para embarque e desembarque.
Com o fechamento do terminal, muitos pais de família que utilizavam os boxes para venda de seus produtos, ficarão desempregados.






