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“Cultura está perplexa”; Diz Maitê se pronuncia após chilique de Regina Duarte

A atriz Maitê Proença afirmou, na noite dessa quinta-feira (07/05), que o vídeo enviado à secretária especial da Cultura, Regina Duarte, representa um apelo da classe artística.

A secretária acusou ainda a CNN de estar desenterrando “mortos”. Maitê explicou, contudo, que fez o vídeo a pedido da emissora, como explicou a apresentadora Daniela Lima. “A CNN pediu e ofereci a minha posição. Está aqui. É o que tinha a dizer. Por mim, por minha classe, pela Cultura, pelo Brasil desgovernado”, escreveu a atriz, em rede social.

A breve mensagem foi intitulada com a frase: “Um apelo à Regina Duarte”. Junto ao texto, Maitê compartilhou o vídeo que foi apresentado à secretária.

“A cultura está perplexa com a falta de informação sobre o que tem sido feito ou proposta. É inexplicável o silêncio sobre uma política para o setor. Nós estamos sobrevivendo de vaquinha”, disse ela.

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Entenda

A secretária dava uma entrevista à CNN Brasil quando os apresentadores do programa colocaram no ar um vídeo no qual Maitê Proença critica duramente o que avalia como “falta de ação” do governo Jair Bolsonaro (sem partido).

A tela foi dividida e, enquanto as observações de Maitê passavam no lado direito, no lado esquerdo era possível ver Regina Duarte gesticulando, aparentemente reclamando com o repórter Daniel Adjuto, que conduzia a entrevista no gabinete da secretária.

Quando acabou a fala de Maitê, Regina Duarte começou a reclamar dos apresentadores dentro do estúdio, em São Paulo. À âncora Daniela Lima, que tentava explicar o contexto do vídeo da atriz, a secretária esbravejou:

“Quem é você que está desenterrando uma fala da Maitê, quem é você? Eu tive que dar um chilique aqui!”

“Não para de morrer”

Para Regina, as pessoas não devem ficar carregando o peso de mortes que ocorram em décadas passadas e citou os crimes de Stálin e Hitler. “Se ficar cobrando coisas que aconteceram nos anos 60, 70, 80, a gente não vai para a frente”, disse.

“A humanidade nunca para de morrer”, comentou. Regina, logo em seguida começou a cantar a música “Para frente, Brasil”, tema da seleção brasileira na Copa de 1970. A atriz de 73 anos falou ainda que “sempre houve tortura” no Brasil e minimizou as mortes causadas durante a Ditadura Militar (1964-1985).

“Se você fala em vida, tem morte. Stalin, quantas mortes? Hitler, quantas mortes? Não quero arrastar um cemitério de mortos nas minhas costas. Não desejo isso para ninguém. Sou leve, viva, estamos vivos, vamos ficar vivos”, completou.

O assunto rapidamente virou um dos mais comentados no Twitter. Criticas da classe artisticas cairam sobre a secretária após a repercussão.

Assista a entrevista na integra

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Fonte: Metropoles.

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