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Há 52 o homem pisava na lua. Muitos duvidam e outros defendem o feito.

No dia 20 de julho de 1969, a humanidade deu, literalmente, um passo muito além de suas fronteiras terrestres quando pela primeira vez um homem pisava na Lua. O feito do astronauta norte-americano Neil Armstrong e do seu colega Buzz Aldrin foi transmitido ao vivo para 100 milhões de pessoas. Foram, ao todo, duas horas e 45 minutos de caminhada pela Lua.

Ao pisar na superfície lunar, Armstrong disse a famosa frase: “Este é um pequeno passo para o homem e um salto gigantesco para a humanidade”.

Mesmo depois de tantos anos, muitos ainda não acredita no feito, e usam vários argumentos para provar a não ida do homem à lua, já os apoiadores do sim, usam argumentos para prova a inda. Abaixo seguem alguns argumentos e as defesas da inda ou não do homem a lua. Confira o video em seguida os argumentos:

Sombras

As imagens do homem na Lua não podem ser verdadeiras, uma vez que as sombras dos astronautas não estão paralelas com as formadas pelos outros componentes da cena; ao invés disso, têm angulações distintas. Como o Sol é a única fonte de luz na jogada, e não há atmosfera para difundi-la, tais sombras deveriam aparecer todas num mesmo plano — e não é isso que acontece.

O que não é considerado é que outras fontes de luz secundárias também contribuem para a composição da imagem. Entram na conta a luz emitida pela câmera dos astronautas, além da reflexão da luz solar em objetos como o módulo lunar, a roupa dos exploradores e na própria superfície da Lua. Batendo nesses objetos, a luz ganha novos destinos, diferentes da fonte original. Por conta disso é que as sombras se comportam dessa forma.

O tópico foi contestado empiricamente pela série de TV MythBusters. Os caçadores de mitos Jamie Hyneman e Adam Savage conseguiram chegar ao mesmo resultado recriando por conta própria a clássica cena do pouso humano na Lua. Depois de simular a topografia da mesma forma que acontece em nosso satélite natural, posicionaram uma lâmpada gigantesca, que simulava o Sol. A luz artificial, da mesma forma, fez que os elementos do cenário replicado gerassem sombras não paralelas.

Ventania

A Lua não possui atmosfera. Então, não existe vento, e sim, vácuo. Como explicar a brisa que balança a bandeira estadunidense, deixando-a como se estivesse tremulando?

Exceto quando tocada por Neil Armstrong ou Buzz Aldrin, a bandeira não se mexe. A falta de atmosfera, porém, faz com que a inércia do movimento que a deixou esticada dure muito mais tempo que na Terra. Ou seja, como não há força para frear esse esticamento da flâmula, a impressão que temos é que ela tremula em solo lunar. Mas não, está paradona, como ficaria qualquer outra toalha se fosse presa daquela mesma forma.

Mesmo depois de tantos anos, muitos ainda não acredita no feito, e usam vários argumentos para provara a não ida do homem à lua, já os apoiadores do sim usam argumentos para prova a inda. Abaixo seguem alguns argumentos e as defesas da inda ou não do homem a lua. Confira:

Estrelas

Como os tripulantes da Apollo 11 fizeram tantas fotos e não capturaram uma estrelazinha sequer no céu? Daqui da Terra, basta olhar para cima de noite para vê-las brilhando distantes.

Antes de tudo, é bom lembrar que estamos em 1969. Ferramentas como o Photoshop estavam apenas no imaginário popular e a fotografia digital daria seus passos só anos mais tarde. Para conseguir captar o brilho das distantes lampadinhas de LED do céu, os astronautas teriam que fazer certos ajustes finos na câmera, como seu tempo de exposição.

Pode reparar: mesmo com boas câmeras, não é tão fácil captar os pontos luminosos no céu. Dada a sua grande distância, a chance de que coisas próximas concentrem a atenção da câmera é bem maior. Corria o risco de, caso deixassem luz de mais entrar, os raios vindos do Sol ofuscassem a superfície clara da Lua para conseguir capturar o cenário visto no céu — além do que, convenhamos, operar a tralha fotográfica com precisão de Cartier Bresson é bem mais difícil quando se está dentro de um traje espacial. Para sobreviverem à temperatura lunar, sabe-se que filmes e câmeras estavam envolvido com material branco, proteção reflexiva usada para frear os raios de luz causados por irradiação — e não comprometer os cliques.

Pegadas

Como a marca do pezão de Armstrong conseguiu ficar marcada de forma tão definida na Lua — a tempo de ser, inclusive, fotografada? Nosso satélite não tem grandes traços de água, que tornariam o solo facilmente marcável pelo peso de algum humano.

Era uma das missões de Buzz Aldrin, “o segundo”: registrar em foto as marcas que seu sapato fazia no solo, para o estudo da mecânica da superfície lunar. A câmera que eternizou o momento, porém, estava acoplada no exterior da nave. Além disso, não é preciso de umidade para deixar pegadas, como uma andança pelo deserto pode facilmente comprovar. Assim, o solo da Lua, constituído por uma poeira extremamente fina — semelhante ao pó formado por cinzas vulcânicas, por exemplo — explicaria a imagem. A ausência de ventos responde o fato do molde se manter íntegro, pelo menos até a foto de Aldrin.

Carrinho gigantesco

Como subir com um carrinho do tamanho de um bugue para o espaço? Não iria faltar espaço para os tripulantes?

O rover utilizado na missão para que os astronautas explorassem mais confortavelmente a superfície da Lua foi construído com materiais bastante leves, e projetado para ocupar o menor espaço possível dentro da Apollo 11. Você pode ler mais detalhes sobre seu funcionamento — e o trabalho para desdobrá-lo e deixá-lo o mais compacto possível dentro do foguete — neste link. Spoiler: o possante era, sim, real, e capaz de transportar Armstrong, Aldrin e suas ferramentas de forma segura em seus rolês nos entornos da nave.

Efeitos especiais?

E aquela história do Kubrick, como fica? O cineasta por trás de clássicos como 2001 – Uma Odisseia no Espaço não teria repertório para bolar algo tão convincente a ponto de parecer real?

A tecnologia necessária para se recriar com precisão uma cena digna de Hollywood seria mais avançada que o próprio projeto espacial — é o que explica esse vídeo bastante didático do canal College Humor, lançado recentemente.

A única forma de recriar o esquema de sombras e penumbras seria apostar em lasers super-brilhantes. Esses recursos, em 1969, eram surpreendentemente caros, e deixariam toda a cena em um tom de vermelho. Algo perfeitamente contornável com a ajuda de computação gráfica, claro — não fosse o fato dela ser uma realidade somente décadas mais tarde.

Além do que, se tudo foi mesmo gravado em estúdio, por que não se vê poeira? É difícil manter no vácuo todo um set de filmagem — e garantir que a bandeira estadunidense tremule sem acusar outras marcas na poeira cinzenta fina que constitui o solo.

E aí, ficou convencido, ou não?

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