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Porteiras-Ce: gestão municipal responde e professora rebate sobre acusação de possível perseguição política

Você lembra que o Portal  OKariri divulgou que uma professora de Porteiras-Ce divulgou um vídeo na quinta-feira (18/fev) denunciando que estaria sendo vítima de uma possível perseguição política por parte da gestão municipal? Pois, bem! Esse caso repercutiu, gerou comentários e o assunto foi parar na Câmara de Vereadores do Município onde a professora foi defendida pelos parlamentares oposicionistas.

Professora Ana Maria de Porteiras-CE | Foto: Divulgação

Vamos relembrar o caso: a professora Ana Maria, que foi candidata a vereadora e é declaradamente opositora a atual administração afirmou ter mais de 30 anos como educadora, divulgou que a gestão estaria lotando-a para trabalhar em uma escola e no dia seguinte foi informada que estaria em outra, ela deixaria de ensinar na cidade onde mora para ir trabalhar na zona rural do município.

Segundo o divulgado em uma live, a gestão não teria outro motivo a não ser político para a mudança de local de trabalho. “Eu nunca fiz trabalho relapso em Porteiras… o que vão alegar para ter me mudado de lugar de trabalho, que eu não votei neles?” – indagou a professora Ana durante a live divulgada em sua rede social (CLIQUE AQUI e relembre a notícia).

Réplica da Secretaria

O Portal OKariri entrou em contato com a gestão municipal, mas no momento não obteve resposta, porém  uma nota atribuída a Secretaria Municipal de Educação de Porteiras foi divulgada posteriormente, nela a gestão contesta a versão da professora Ana e disse que está em sala de aula foi uma exigência da professora e que o remanejamento não seria perseguição política.

A nota também contesta a declaração de Ana quando ela disse “nunca ter feio um trabalho relapso (na educação) em Porteiras” menciona o fato da própria não ter entregue os diários de registro escolar, e vai além quando relata que a educadora no ano 2019, teria faltado 02 meses às atividades sem que tenha justificado as ausências (Abaixo você poderá ler a nota na íntegra).

Tréplica da professora

Em outro vídeo, também divulgado em sua rede social, dessa vez na segunda-feira (22/fev), a professora Ana Maria fala de vários temas, se defende das acusações, admite os dois meses de falta, explica os motivos e ainda fala da não devolução dos diários.

Ela inicia o vídeo mostrando a sua carteira de trabalho assinada desde 1° de março de 1986 e disse que foi se aposentar e não conseguiu pelo fato de ter sido prejudicada pela administração pública, fato que ela já mencionara no vídeo anterior. 

Sobre os dois meses de falta, Ana afirmou que foi por motivos de saúde, que na época estava com problemas de depressão provocados pela perca de um familiar e também por que estava sendo desvalorizada na escola que trabalhava. Ana disse que as faltas foram descontadas do seu salário, e que todas foram justificadas comprovando com os trabalhos realizados para a justiça eleitoral e o restante foi pago a noite prestando serviço na EJA (Educação de Jovens e Adultos). Segundo ela, mesmo assim teve as faltas descontadas dos seus vencimentos. 

A respeito dos diários mencionados como não entregues, ela mostra que estão completos e afirma que irá devolver. Ana menciona a falha da secretaria de educação com diários, segundo ela esse material chega atrasado, “já recebemos diários inclusive nas férias” – disse ela. Ela classifica os diários como “arcaicos” e disse que são gastos para a administração e trabalho a mais para os professores e que tem ideia para acabar com esse sistema antigo.

Eu uma outra postagem a professora acrescenta que não pediu para ser remanejada em 2020 , como fala na nota da educação, mas que pediu pra voltar pra sala de aula no final do ano 2019.

A professora conclui o vídeo ironizando “Eu não tenho emprego dado por ninguém, quem me deu foi Deus… não preciso estar do lado de uma gestão para fazer permuta pra mim… eu sou dona do meu destino juntamente com o Deus que eu sirvo” (abaixo segue o vídeo na íntegra).

Assista ao ultimo pronunciamento da professora Ana:

Confira a nota da prefeitura:

NOTA DE ESCLARECIMENTO!

Esclarecemos que a professora Ana Maria da Silva cumpria uma carga horária de 200 horas na Escola de Ensino Fundamental Franklin Pinheiro (sede), sendo 100h em sala de aula, mais 100h na biblioteca da referida escola. Ao final do ano 2020, a mesma exigiu ser lotada integralmente em sala de aula, para lecionar a disciplina na qual é graduada (História), e como a escola não dispunha de carga horária suficiente para sua lotação na disciplina em questão, a única carência disponível para a qual a professora foi designada foi a Escola de Ensino Fundamental Miguel Laurentino de Souza, no sítio Abreus, onde a própria professora já lecionou por vários anos. Assim, não se constata nenhuma perseguição política, uma vez que não houve transferência e sim lotação onde foi possível, já que voltar à sala de aula foi reivindicação por ela mesma apresentada. Portanto, o município não fez mais do que atender um pedido da denunciante.

Em situações do tipo, a Secretaria Municipal de Educação informa que quando alguém presta um concurso público para a área da Educação, não é específico para uma escola da sede ou da zona rural, mas para a função a ser preenchida de acordo com a necessidade.

Em dado momento do vídeo divulgado pela professora, ela afirma “nunca ter feio um trabalho relapso em Porteiras”, porém admite, no mesmo vídeo, não ter devolvido o diário de sala referente ao ano 2020, que tinha como data limite de devolução o dia 12 de fevereiro de 2021, reforçando que só entregará quando a situação for resolvida, o que não parece plausível condicionar uma coisa a outra, já que no referido dia 12, a professora não sabia que seria lotada 100h no Abreus. O que a educadora não informou foi que, além dessa incorrecção, no ano 2019, ela faltou por 02 meses às atividades, não constando sua assinatura no livro de ponto, e sem justificativa, indo parar no livro de ocorrência da unidade de ensino.

Diante do exposto, fica claro que a as acusações são infundadas e esperamos ter respondido à altura.

Secretaria Municipal de Educação de Porteiras!

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