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Homenagem OKariri: Conheça a historia da Irmã Ana Zélia da Fonseca

Irmã Ana Zélia da Fonseca /Acervo do Patronato

Em Milagres/CE escuta-se falar muito da Irmã Ana Zélia da Fonseca, pessoas que conviveram com ela sempre falam bem, como é o exemplo de Dona Socorro Linhares, autora do hino do município e do hino da Escola profissionalizante de Milagres.  Recentemente, quando por ocasião do lançamento do hino da EEEP Irmã Ana Zélia da Fonseca, Dona Socorro apresentou uma homenagem a Irmã Zélia.

Surgiu assim a necessidade de conhecer mais sobre a historia e a obra dessa valiosa mulher de Deus. Com base em pesquisas da equipe de Jornalismo do Portal OKariri, e a colaboração da Irmã Josefa Alves Xavier – Atual Diretora da Escola Patronato, apresentaremos a seguir um resumo do histórico da Irmã Ana Zélia.

Ela nasceu Hermínia Zélia da Fonseca 26 de Setembro de 1900 e com a idade de 25 anos , exatamente no dia 10 de dezembro de 1925 decidiu entrar para a congregação das Filhas de Sant’Ana, seus primeiros votos foram feitos 26 de julho de 1928, e os votos perpétuos no dia 26 de julho de 1933, recebendo ai o nome de Ana. Deixando de ser Hermínia Zélia da Fonseca e passando a ser chamada de Irmão Ana Zélia da Fonseca, pois só mudava o primeiro nome.

Até meados dos anos 60 quando as freiras faziam os votos perpétuos recebiam o novo nome, demostrado assim, o Senhorio de Deus em suas vidas, representando que a entrega era total, inclusive no nome.

A obra/Patronato

Vista de fora da Escola Patronato / Foto Wendell Fernandes / Agência OKariri

 

A obra dessa extraordinária mulher se funde com a do Patronado, e por falar nisso, vejamos o resumo da historia dessa instituição:

Por ocasião de uma despedida o Dr. Carlos lobo perguntou à Superiora da casa Soror Ana Estefânia Pessoa de Melo se aceitaria a doação de um Patronato que um padre seu amigo queria fazer a uma ordem religiosa com o intuito de beneficiar o povo de sua cidade natal-Milagres.

Após a proposta ser feita e apresentada a Revma Madre Provincial, esta mandou Soror Ana Estefânia Pessoa de Melo e Soror Ana Zélia de Fonseca a Milagres, onde houve uma grande reunião na qual foi discutida a fundação da obra, a negociação com os professores que deveriam compor o corpo docente do Patronato e a doação do terreno pela prefeitura.

Em 1957 Pe Misael Gomes da Silva , a Revma Provincial Soror Ana Michelina Giombelli, Ana Estefânia Pessoa de Melo e Soror Ana Zélia de Fonseca chegaram  a Milagres para a abertura do Patronato que recebeu em homenagem a genitora do fundador Pe Misael Gomes d Silva, recebeu o nome  de D. Zefinha Gomes.

Neste ano, a instituição comemora 39 anos de emprenho e doação na causa da educação milagrense. Durante todos esses anos,  muitas irmãs e educadores doaram suas vidas para o engrandecimento desta casa de educação.

Filhas de Sant’Ana

Madre Rosa Gattorno (1831-1900)

A Congregação Instituto das Filhas de Sant’Ana foi fundada pela religiosa italiana Ana Rosa Gattorno (1831-1900), Que ficou viúva e em 1861 entra na terça ordem franciscana e passou a dedicar-se a varias obras de apostolado social na cidade de Génova; foi recebida em audiência pelo Papa Pio IX, no dia 3 de janeiro de 1866, onde apresentou alguns pontos de uma nova regra, recebida em um momento de oração; o Papa aconselhou-a a dar inicio a esta nova congregação. Assim no dia 13 de março do mesmo ano partiu para cidade de Piacenza onde com algumas companheiras da início a nova ordem.

No dia 8 de dezembro de 1866 é a data oficial da fundação do Instituto das Filhas de Sant’Ana. Rosa Gattorna professa os primeiros votos em 26 de julho de 1867 e no dia 8 de abril de 1870, juntamente com as suas 12 primeiras co-irmãs, fez os votos perpétuos. As Filhas de Sant’Ana eram dedicadas particularmente a assistência dos doentes, nos hospitais e a domicilio, e em 1878 se abriram também a atividade missionária fundando comunidades na Bolívia, Brasil, Chile, Peru, Eritreia, França e Espanha.

A congregação foi aprovada na Santa Sé em 21 de abril de 1879; as suas constituições foram aprovadas em 26 de julho de 1892. À morte da fundadora as Filhas de Sant’Ana eram cerca de 3500, presentes em 368 comunidades. Madre Rosa foi beatificada pelo Papa João Paulo II, no dia 9 de abril de 2000.

 

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