As contas de governo de 2022 da prefeita Mônica Rosany Pereira Mariano seguem repercutindo em Jati. Em 5 de maio de 2025, a Câmara recebeu a intimação para julgamento, com prazo de 60 dias conforme o Parecer Prévio nº 51/2025 do TCE.
Mesmo assim, em 17 de junho, a presidente da Câmara marcou a votação apenas para 26 de agosto, contrariando o prazo constitucional. O parecer do TCE apontou irregularidades graves, como uso de excesso de arrecadação não concretizado e repasse duodecimal acima do permitido.
Diante da ausência de julgamento, em 24 de julho o TCE comunicou o fato ao Ministério Público. Já em 19 de agosto, a presidente retirou a pauta e tentou reenviar o parecer ao Tribunal — procedimento inexistente em lei. Na mesma sessão, vereadores alertaram sobre a irregularidade, enquanto servidores do Executivo, supostamente convocados via WhatsApp, foram mobilizados em defesa da prefeita.
Para que as contas sejam aprovadas, é necessário o voto favorável de seis dos nove vereadores, mas até o momento apenas cinco manifestaram apoio, enquanto quatro se posicionaram contra.
A situação levou o MP a emitir, em 22 de agosto, a Recomendação Ministerial nº 0004/2025, determinando que a Câmara vote as contas. O órgão alertou que atrasos injustificados configuram infração grave e podem gerar responsabilização administrativa, civil e criminal.
O caso segue em investigação e pode trazer novos desdobramentos. Questionada pelo Portal OKariri, a presidente da Câmara disse que “tudo já foi resolvido” e chamou o episódio de “coisa atrasada”. Será que a presidenta sofrerá punição? Sigamos para ver os próximos capítulos.
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