Madrugada do dia 15 de agosto de 2012, o jovem Jairlon Machado Fernandes da Silva, que era carinhosamente chamado de “Jajá”, de 20 anos, tinha participado da festa de encerramento das festividades do município de Milagres-CE, nessa ultima noite de festa (14), as atrações foram Fábio Carneirinho, Toca do Vale e Garota Safada.

“Jajá” estava indo para casa dos familiares, e quando já estava nas proximidades dos fundos da igreja Matriz, quando foi atacado, e segundo relatos segundo populares, ele foi agarrado pelos cabelos e baleado com três tiros pelo acusado, de João Bandeira Pereira, e veio a falecer enquanto recebia atendimento no Hospital Geral de Brejo Santo.
Jajá nasceu em Milagres, mas há alguns anos estava morando em Joinvile-SC, junto com os pais e os irmãos. Porém, visitava todos os anos a cidade natal para rever o resto dos familiares, amigos e namorada.
A Repercussão:
O caso repercutiu na mídia estadual, e gerou grande comoção, e sempre nos dias 15 de agosto a família e amigos que já fizeram manifestações, e sempre realizam alguma ação para lembrar-se da morte do rapaz como era popularmente conhecido, este ano foi celebrada uma missa em sua homenagem.
Audiência do Réu

Transcorreu na terça-feira (27 de novembro de 2012) no Fórum do Município de Milagres, a primeira audiência de instrução criminal do Caso Jajá, na ocasião foram ouvidas algumas testemunhas e o próprio acusado, o João Bandeira Pereira, ou Hugo Gabriel Garcia, pois o mesmo teria outra identidade.
Na ocasião desde cedo, cerca de 500 pessoas com camisas pedindo paz e portando faixas e cartazes conclamando por justiça, realizaram manifestação pacifica em frente ao Fórum. Por volta de 9h00 chegou o advogado de defesa Dr. Erinaldo Félix acompanhado da esposa e irmã do acusado. Exatamente às 9h55 chegou o acusado em uma viatura da Policia Militar, escoltado por forte segurança. Ele encontra-se preso na Penitenciária Regional o Cariri (PIRC) em Juazeiro do Norte.
A audiência teve inicio precisamente às 10h22min. Na audiência, e foram ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, no total de quinze. Depois foi ouvido o acusado.

Na ocasião, questionado pela reportagem do Portal OKariri sobre os motivos que o levou a cometer o crime, o acusado respondeu que somente falaria perante o Juiz, que na ocasião era o Dr. Alexandre Santos Bezerra Sá.
Ainda não se sabe qual será o desfecho desse caso, pois três anos depois do ocorrido o ainda segue se sabe onde e nem quando será o julgamento. O acusado segue detido, e se condenado pode responder por crime de homicídio duplamente qualificado, a pena varia de 12 a 30 anos de reclusão. “Se a pena chegar a 30 anos, o denunciado somente terá direito a algum beneficio após cumprir 40% dela, ou seja, mais de 13 anos, isso se tiver um bom comportamento carcerário”, observou o Dr. Edilzo dos Santos advogado da família de Jajá.
Saudades
Enquanto isso para amenizar a saudade, familiares e amigos até hoje amigos e familiares postam mensagens no perfil do facebook de Jajá (clique aqui e veja o perfil de Jajá).





