Dunga tenta explicar por que não fez trocas após gol do Peru

Na derrota por 1 a 0 para o Peru, na noite do último domingo (12/06), a Seleção Brasileira sofreu...

Na derrota por 1 a 0 para o Peru, na noite do último domingo (12/06), a Seleção Brasileira sofreu o gol de mão do atacante Ruidíaz aos 29 minutos do segundo tempo e foi eliminado ainda na fase de grupos da Copa América Centenário, nos Estados Unidos. Precisando pelo menos de um empate para avançar às quartas de final, o técnico Dunga não mexeu mais no time, tendo como sua única substituição a entrada de Hulk no lugar de Gabriel.

Brazil's coach Dunga sits on the bench before a Copa America quarterfinal soccer match against Paraguay at the Ester Roa Rebolledo Stadium in Concepcion, Chile, Saturday, June 27, 2015. (AP Photo/Natacha Pisarenko) Chile Soccer Copa America Brazil Paraguay

O treinador brasileiro tinha mais duas possibilidades de alteração, mas preferiu não lançar mão de jogadores ofensivos, como Paulo Henrique Ganso, Lucas Moura e Jonas, na tentativa de balançar as redes adversárias.

Em entrevista coletiva após a derrota em Foxborough, Dunga disse que não julgou necessárias mudanças na equipe canarinha. “O time estava encaixado, estávamos criando situações”, afirmou.

Breve na hora de responder aos repórteres sobre a escassa utilização do banco de reservas, Dunga não foi econômico ao comentar a atuação da arbitragem encabeçada pelo uruguaio Andres Cunha.

“Todo um trabalho pode ser colocado fora por uma situação imponderável. Os jogadores e eu não podemos modificar o que todo mundo viu. Não deu para entender porque o bandeirinha não correu e porque levaram quatro minutos conversando. Depois passou no telão, foi mão clara, não tem como lutar contra isso. Eles estavam falando com quem? Não precisavam da comunicação por rádio, estavam os quatro juntos. Quem estava sendo consultado? De que forma? Isso é bastante estranho”, esbravejou o técnico, que também reclamou de um pênalti não dado em Philippe Coutinho no primeiro tempo.

Fato é que esta não foi a primeira vez que Dunga não queimou as três substituições em um momento no qual precisava buscar o resultado. Nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, o treinador promoveu as entradas de Gilberto e Nilmar nas vagas de Michel Bastos e Luís Fabiano, respectivamente, deixando em aberto uma mudança na equipe que acabou eliminada naquela partida.

Gazeta Esportiva

LEIA TAMBÉM