O secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, delegado André Costa, defendeu neste domingo que haja intervenção federal em todos os estados. Ele argumenta que a União não deve exercer o papel dos governos estaduais, mas cumprir seu papel constitucional.

“Precisamos dessa intervenção. Não a que alguns pregam com uma análise rasteira da problemática ou com interesses partidários. O discurso fácil é rapidamente aplaudido, mas não soluciona. O debate da questão da segurança precisa ser feito com responsabilidade, seriedade e transparência. Não há soluções mágicas ou mirabolantes. É um processo gradual e que precisa ser feito a muitas mãos”, escreveu em seu perfil no Facebook.
A proposta de intervenção federal foi apresentada no Conselho Estadual de Segurança Pública. Caso acatada, poderia resultar até no afastamento do governador Camilo Santana (PT). Porém, a requisição não foi aprovada. No mesmo dia em que o conselho se reuniu, nesta sexta-feira, 12, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou o balanço dos homicídios em 2017, com o pior resultado da história.
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O secretário de segurança apresentou série de propostas sobre como poderia se dar a intervenção federal:
- Ter um plano nacional de segurança pública, inclusive prevendo fontes de custeio e investimento para a segurança dos Estados, a exemplo do que existe para a educação e a saúde.
- Cuidar das fronteiras secas e molhadas, investindo mais nas Forças Armadas e na Polícia Federal.
- Investir na PF e nas PCs (polícias civis) para que estas possam combater as facções criminosas que atuam em todos os Estados do País.
- Investir na PRF, para evitar que as drogas e armas que passem pelas fronteiras cheguem ao Ceará e aos demais Estados, pois quase tudo vem por vias terrestres.
- Uniformizar estatísticas (para sabermos a situação real de cada Estado, sem mascaramento de dados), telecomunicações, armamentos, viaturas, formação e treinamento continuado, dentre outras questões.
- Cobrar a participação de empresas em áreas que resolverão em definitivo problemas de segurança pública (por exemplo, empresas de telefonia bloqueando sinais de celulares nos presídios de todo o País; e bancos, obrigando a instalação de dispositivos que destruam cédulas de caixas eletrônicos em caso de violação).
- Financiar projetos de prevenção social junto aos municípios, priorizando os que possuem maiores problemas de violência (urbanização, educação em tempo integral, oportunidades de estágios e empregos, projetos culturais, esportivos e de lazer, dentre tantos outros).
Fonte: O POVO Online





