Desembargador cearense é punido pelo CNJ por acusação de venda de liminares em plantões; entenda

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou aposentadoria compulsória para o desembargador do Tribunal de Justiça do...

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Foto: Painel Político
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Na denúncia contra dez alvos da Operação Expresso 150, Procuradoria-Geral da República destaca atuação de Carlos Rodrigues Feitosa, magistrado do Tribunal de Justiça do Ceará. Foto: Painel Político

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou aposentadoria compulsória para o desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará Carlos Rodrigues Feitosa por venda de sentenças em plantões judiciários. A decisão foi tomada por unanimidade, nesta terça, 18.

A conduta infracional do magistrado já vinha sendo apurada pelo CNJ desde 2015, quando a Corregedoria Nacional de Justiça iniciou a investigação, que comprovou envolvimento do desembargador com esquema de venda de liminares por meio de troca de aplicativo de mensagem instantânea e Facebook.

[ads1]  Os casos analisados referem-se a soltura de presos mediante pagamento em dinheiro. A oferta, segundo os autos, teria sido feita por advogados que frequentavam os plantões judiciários de Feitosa.

As investigações da Polícia Federal revelaram que eram cobrados valores entre R$ 50 mil e R$ 500 mil para cada decisão favorável durante os plantões de feriados e fins de semana no TJ-CE para liberar presos, inclusive traficantes.

O grupo de WhatsApp – majoritariamente composto por advogados – foi criado pelo filho do desembargador, Fernando Feitosa, que avisava no grupo quando o pai estaria no plantão.

O Ministério Público Federal revelou que a quebra do sigilo bancário dos envolvidos corroborou na imputação de negociação das decisões liminares.

Fonte: O Povo com informações da Agência CNJ de Notícias

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