A pouco mais de um ano das eleições de 2026, a pré-temporada política no Ceará já começa a esboçar seus cenários. Um dos principais movimentos recentes foi a oficialização do retorno de Ciro Gomes ao PSDB, que aconteceu nesta quarta-feira (22). O ex-governador conta com o apoio de figuras influentes, como Tasso Jereissati, Roberto Cláudio, José Sarto e Capitão Wagner, além do prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra, que, inclusive, é cotado por alguns como possível pré-candidato a vice-governador em uma chapa com Ciro.
Enquanto a oposição avançava com suas articulações, no mesmo dia, o secretário da Casa Civil, Chagas Vieira, publicou uma foto nas redes sociais exaltando as principais lideranças da base governista — entre elas, o governador Elmano de Freitas, o ministro da Educação Camilo Santana, o prefeito Evandro Leitão e o senador Cid Gomes. A mensagem foi interpretada como uma resposta simbólica às movimentações tucanas.
O gesto de Chagas Vieira foi visto como uma reafirmação da força do grupo petista no comando do Estado, que, desde 2023, tem à frente Elmano de Freitas, com Camilo Santana ocupando posição de destaque no governo federal.
Apesar de aparecer na foto, Cid Gomes, irmão de Ciro, adotou uma postura neutra ao comentar os movimentos políticos, afirmando que “cada um se filia ao partido que deseja”. Mesmo com essa neutralidade momentânea, há quem defenda a reeleição de Cid ao Senado como uma forma de fortalecer a chapa governista para as eleições de 2026.





