A Anvisa autorizou nesta segunda-feira, 4/5, que o Instituto Butantan produza no Brasil a vacina contra chikungunya. Com isso, o Butantan se torna o primeiro fabricante nacional do imunizante e pode ajudar a ampliar o acesso à proteção contra a doença transmitida pelo Aedes aegypti.
A vacina se chama Butantan-Chik e foi desenvolvida em 2025 em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. Ela usa tecnologia de vírus atenuado, que estimula o corpo a criar anticorpos sem provocar a doença. Nos estudos de fase 3, a proteção passou de 98% com dose única e as reações foram leves, como dor no braço e cansaço.
A produção será feita no Brasil, mas no início o insumo e o envase também vão ocorrer na Europa enquanto a transferência de tecnologia é concluída. A vacina já é aprovada nos EUA com o nome Ixchiq e o acordo com a Valneva prevê que o Butantan assuma todas as etapas gradualmente.
A próxima etapa é a avaliação para incluir a vacina no SUS pelo Ministério da Saúde. A expectativa é priorizar adultos de regiões com mais casos. A medida é relevante porque só em 2024 o Brasil teve mais de 267 mil casos prováveis de chikungunya, doença que causa febre alta e dores articulares que podem durar meses.
Pontos principais
- Autorização: Anvisa liberou em 4/5 a produção da vacina pelo Instituto Butantan.
- Nome: Butantan-Chik, desenvolvida com a Valneva em 2025.
- Tecnologia: Vírus atenuado, dose única, alta produção de anticorpos.
- Eficácia: Estudos mostraram mais de 98% de soroconversão.
- Produção: Será nacional, com etapa inicial também na Europa durante transferência de tecnologia.
- Público-alvo: Definição depende do Ministério da Saúde, com foco provável em adultos de áreas endêmicas.
- Contexto: Chikungunya causou 267 mil casos no Brasil em 2024, com dores articulares crônicas como principal sequela.
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