
Três dias após Juazeiro do Norte ser atingindo por uma forte chuva de 100 milímetros, a situação de várias ruas da cidade ainda encontra-se calamitosa, e a população se pergunta quais medidas foram ou serão adotadas para evitar um novo caos no município.
Não é preciso muito esforço para achar vias deterioradas e com enormes crateras que põe em risco motoristas e transeuntes. Ruas intransitáveis, esgotos a céu aberto, pontes caídas, asfaltos destruídos e casas invadidas pela lama. Esse é o triste cenário da Capital da Fé, que além de trazer prejuízos para moradores, revolta a população ao ver toda eleição novos políticos no poder, e a situação continua sempre a mesma.
A Avenida Padre Cícero que liga os municípios de Crato a Juazeiro do Norte, onde todos os dias passam milhares de veículos ficou parcialmente interditada com a invasão da areia da pista e causou indignação àqueles que todos os dias trafegam por lá.
“Não tem nem o que dizer. Uma cidade do porte de Juazeiro do Norte enfrentar problemas como esse é brincadeira. Os políticos estão pouco se lixando para nós que pagamos altíssimos impostos e não vemos nada em troca”, disse o motorista Antônio Bezerra.
Aliás, a palavra “imposto” foi a que mais ecoou durante as reclamações (por motivos óbvios!). A dona de casa, Vera Lúcia, moradora da Rua Noemia Cruz Landim, ironizou ao ser perguntada qual a situação em que se encontra a rua aonde mora.
“Rua? Onde vocês estão vendo rua aqui? O que vejo é um enorme buraco na porta da minha casa, é um descaso muito grande; um tapa na cara da sociedade que paga impostos absurdo para sustentar as regalias dos políticos”.
Buracos como o do logradouro anteriormente mencionado foi detectado em maior escala na Rua Mestre José Caetano e Antônio Domingos, deixando a tubulação à mostra e um “rio de esgoto” na porta de muitos juazeirense.
“Essa é a situação que me deparo todas as manhãs ao acordar. Abro a porta e a primeira coisa que vejo é o esgoto em frente a minha casa. Para sair de casa, tenho que seguir pela calçada até o fim da rua, é um absurdo. Além do risco de doenças, tenho que me preocupar com as crianças, para que não aconteça tragédia maior”, desabafou o metalúrgico Rodrigo Pereira.
Prefeitura acena com medidas
Na manhã de ontem (01), o Gestor Municipal Raimundo Macedo decretou, em entrevista coletiva, estado de calamidade pública por 30 dias. Durante pronunciamento realizado no auditório do Centro de Referência e Saúde do Trabalhador (CEREST), Raimundão disse que “a medida visa recuperar de forma emergencial ruas, pontes e avenidas danificadas pela chuva”.
Agência Miséria





