Nova versão do sumiço de Eliza reforça defesa de “Bola”

Nova versão para o que ocorreu na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”, no dia em...

Bola é acusado de matar, esquartejar e ocultar o corpo da modelo Eliza Samudio (FOTO: FLÁVIO TAVARES/AE)
Bola é acusado de matar, esquartejar e ocultar o corpo da modelo Eliza Samudio (FOTO: FLÁVIO TAVARES/AE)

Nova versão para o que ocorreu na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”, no dia em que Eliza Samudio teria sido assassinada, reforçou ontem a defesa no terceiro dia de julgamento dele, no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O delegado que comandou as investigações na época do desaparecimento da amante do ex-goleiro do Flamengo carioca, Bruno Fernandes, Edson Moreira, que atualmente é vereador no município vizinho à capital mineira, descartou no interrogatório que a modelo tenha sido esquartejada por Bola em sua residência, no município de Vespasiano, desmentindo ainda que o braço foi jogado para cães.

A versão difere da apresentada pela principal testemunha do caso, o primo de Bruno, Jorge Luiz Sales. Na época menor de idade, Jorge disse ter visto o ex-policial jogar o braço para cães após matá-la por asfixia. Depois de cinco horas e meia de interrogatório, o advogado de Bola, Ércio Quaresma, alegou cansaço e os trabalhos foram interrompidos. Moreira continuará a ser interrogado a partir das 9 horas desta quinta-feira.

O interrogatório do delegado era a grande aposta da defesa de Bola para tentar levantar possíveis falhas durante a investigação. Quaresma tem afirmado que Moreira conduziu intencionalmente as investigações para incriminar o seu cliente e notório desafeto. O depoimento foi recheado de ironias e trocas de farpas entre os dois. O ponto alto veio logo após Quaresma pressionar o delegado por detalhes das investigações na época do crime, ocorrido em junho de 2010. Ele perguntou se nas “facas ou qualquer outro instrumento, como machado, encontrados na casa de Bola, foi feito exame com luminol (produto químico que aponta a presença de sangue) e encontrado sangue”. Moreira respondeu que, de acordo com o laudo de constatação feito por peritos, não foi encontrado sangue no local.

Quaresma questionou diretamente Edson Moreira se alguma mão de Eliza foi jogada aos cães na casa de Bola. O depoente disse que não. Pela manhã, foi interrogado o jornalista José Clèves, também a pedido da defesa. Quaresma pretendia mostrar falhas no caráter de Edson Moreira, que apontou Clèves como assassino de sua própria mulher. O jornalista acabou sendo inocentado.

O Povo

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