
O presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, vereador Antônio de Lunga, terá de prestar esclarecimentos sobre a chamada “Farra das Vassouras” à direção estadual do Partido Social Cristão (PSC), ao qual é filiado.
De março a junho deste ano, o Poder Legislativo do Município, distante 493 km de Fortaleza, comprou 4,2 mil vassouras, 2,5 mil quilos de sabão, 33 mil unidades de palha de aço e 312 unidades de óleo de peroba, entre outras aquisições em grandes quantidades.
Na última quinta-feira (22) a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar compra excessiva dos produtos, a partir de denúncia do vereador Danty Benedito (PMN) de que as aquisições teriam objetivo de favorecer empresários.
No último sábado (24) a Policia cumpriu sete mandatos de busca e apreensão na Câmara e outros locais, realizando apreensão de computadores e documentos com informações sobre as compras. No local, foram encontrados inclusive produtos com prazo de validade vencido.
Presidente do PSC no Ceará, o vereador de Fortaleza Wellington Sabóia encaminhou ofício na tarde de ontem para que Lunga preste os esclarecimentos. O presidente do Legislativo juazeirense tem cinco dias, a partir da notificação, para comparecer à sede da sigla.
“O partido sempre trabalhou com transparência e esse assunto tomou proporção nacional, então queremos conversa com o vereador e, após isso, tomar as medidas cabíveis”, disse Sabóia. “Se for preciso iremos abrir comissão e decidir qual será o futuro do vereador dentro do partido”, acrescentou. O presidente do PSC disse esperar que o ocorrido seja rigorosamente apurado pelas autoridades.
Ministério Público
A promotora Alessandra Magda informou que o material apreendido sábado será averiguado. A Câmara tem 10 dias para entregar documentos e notas restantes ao Ministério Público. Só após a verificação dos documentos os envolvidos serão chamados para prestar esclarecimentos.
Alessandra ainda afirmou que mesmo que não seja encontrada irregularidade nos documentos e notas ainda pode haver investigação por improbidade. “Qualquer leigo que veja aquela quantidade de produtos já acha que tem desperdício do dinheiro publico”.
O Povo





