
O vereador Patriarca Neto (PP) ocupou a tribuna da Câmara Municipal de Maracanaú nessa segunda-feira (21) para pedir aos colegas que contribuíssem com dinheiro para o pagamento da fiança de um homem que está preso, há cerca de dois meses, pelo crime de estelionato.
Nos corredores do Legislativo macanauense o boato é de que o cartãozeiro é da “cota pessoal” do Dr. Patriarca, que teria solicitado uma reunião na Presidência da Casa para tratar o assunto. No entanto, à reportagem do jornal Aqui CE, o vereador negou que tenha tido qualquer intenção de “encobrir ou ajudar” o acusado.
“Eu atendi a um apelo da família desse rapaz que é muito carente e está passando dificuldades. A filha dele me ligou desesperada, aos prantos, pedindo essa ajuda para pagar a fiança do pai. E todos sabem que o vereador é uma espécie de assistente social”, declarou.
De acordo com Dr. Patriarca, seu gesto de sondar a disponibilidade dos colegas de parlamento para pedir uma contribuição “singela” de R$ 50 ou R$ 100, foi “deturpado” pela imprensa e pelos próprios colegas tomados de “má-fé”.
“O advogado mesmo está defendendo o rapaz por pura caridade. Nós estamos falando de uma família carente, sem posses, que precisa pagar R$ 2.300 de fiança. Eu pedi por uma questão humanitária, independente de política, mas até agora ninguém contribuiu com nada”, disse, acrescentando que dará, pessoalmente, sua colaboração de R$ 100.
Apesar de confirmar o episódio, o vereador se arrepende de ter usado a tribuna da Casa para pedir a doação. “Meu erro foi não ter falado individualmente com cada vereador. Quero deixar claro que pagar a fiança não extingue o crime e esse jovem vai continuar respondendo pelo erro dele”.
Aqui CE




