STF derruba pedido de urgência para Congresso analisar vetos a royalties

UOL Notícias O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux decidiu nesta segunda-feira (17) aceitar o pedido dos...

Decisão provisória atinge mudança nos contratos em vigor e nos futuros. Ação analisada por Cármen Lúcia foi a protocolada pelo Rio de Janeiro (Foto: Google Images)

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux decidiu nesta segunda-feira (17) aceitar o pedido dos parlamentares do Estado do Rio de Janeiro, que conseguiram, assim, derrubar o pedido de urgência para análise dos vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto que muda a distribuição dos royalties do petróleo.

“Defiro o pedido liminar nos termos em que formulados para, inaudita altera parte, determinar à Mesa Diretora do Congresso Nacional que se abstenha de deliberar acerca do veto parcial nº 38/2012 antes que se proceda à análise de todos os vetos pendentes com prazo de análise expirado até a presente data, em ordem cronológica de recebimento da respectiva comunicação, observadas as regras regimentais pertinentes. Cumpra-se imediatamente por Oficial de Justiça. Publique-se”, diz a decisão de Fux, relator do assunto no Supremo.

Na quarta-feira (12) da semana passada, em sessão marcada por bate-boca, o Congresso aprovou  requerimento de urgência para análise dos vetos da presidente Dilma. O plenário da Câmara aprovou por 348 votos a 84 e 1 abstenção; no Senado, o placar foi de 61 votos a 7.

Na semana passada, os deputados do Estado do Rio de Janeiro Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e Alessandro Molon (PT-RJ) e o senador fluminense Lindbergh Farias (PT-RJ) entraram com liminar no STF pedindo a derrubada do pedido de urgência.

“Não se pode apreciar o veto para a lei [dos royalties] de modo a atropelar a Constituição”, disse Molon nesta segunda, após a decisão do Supremo. Segundo ele, a decisão de Fux é importante “para que não se tenha  segurança jurídica de nunca saber qual veto será votado. Para apreciação dos vetos, há de se cumprir a ordem cronológica”, disse ele, referindo-se aos mais de 3.000 vetos presidenciais que ainda aguardam apreciação do Congresso.

 

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