Um estudo inédito da Funceme revelou as “cicatrizes de fogo” deixadas pelas queimadas no Ceará entre 2020 e 2024. Em três dos cinco anos analisados, a área afetada superou 1.000 km². Em 2023, o pico da devastação atingiu 1.881 km², equivalente a seis vezes o tamanho de Fortaleza.
A pesquisa dos geógrafos Manuel Rodrigues de Freitas Filho e Níveo Moreira da Rocha, divulgada pelo Diário do Nordeste, mapeou os impactos das queimadas no solo e na agricultura. Em 2022, o município de Barro ficou entre os 10 mais afetados, com 16,97 km² queimados. Em 2024, Missão Velha registrou 28,84 km² de território devastado.
As queimadas no Ceará ocorrem principalmente de setembro a dezembro, período conhecido como “BR-O-Bró”, quando a seca e a baixa umidade favorecem a propagação do fogo.
As cicatrizes foram registradas por imagens de satélite a 600 km de altitude, processadas por um algoritmo da Funceme. O estudo oferece dados essenciais para a formulação de estratégias de prevenção e gestão ambiental, auxiliando políticas públicas voltadas para a recuperação de áreas degradadas e proteção de regiões vulneráveis.
Veja as 10 cidades com maiores cicatrizes:
2022
1. Icó – 55,98 km²
2. Santa Quitéria – 32,65 km²
3. Jaguaribe – 28,52 km²
4. Sobral – 28,01 km²
5. Iguatu – 24,57 km²
6. Cariré – 19,99 km²
7. Orós – 17,45 km²
8. Barro – 16,97 km²
9. Granja – 16,81 km²
10. Acopiara – 15,37 km²
2023
1. Icó – 119,68 km²
2. Acopiara – 63,87 km²
3. Caririaçu – 53,85 km²
4. Jucás – 50,78 km²
5. Várzea Alegre – 49,96 km²
6. Assaré – 43,88 km²
7. Saboeiro – 43,85 km²
8. Mombaça – 41,20 km²
9. Araripe – 37,05 km²
10. Santa Quitéria – 35,43 km²
2024
1. Acopiara – 47,04 km²
2. Icó – 44,89 km²
3. Sobral – 43,69 km²
4. Mombaça – 36,67 km²
5. Santa Quitéria – 32,24 km²
6. Crateús – 31,48 km²
7. Missão Velha – 28,84 km²
8. Aiuaba – 27,99 km²
9. Pedra Branca – 27,66 km²
10. Assaré – 27,22 km²





