
O Brasil viveu, em 2013, um Sete de Setembro diferente. Convocações para protestos em várias cidades brasileiras, feitas através das redes sociais, levaram à organização de fortes aparatos de segurança na perspectiva de confrontos que se confirmaram em alguns casos, com ênfase para o Rio de Janeiro. Em Brasília, onde a presidente Dilma Rousseff desfilou em carro aberto na abertura da programação de desfiles, também houve tensão e enfrentamentos pontuais, depois que o evento oficial terminou.
Houve, no geral, uma presença menor de público acompanhando os desfiles. No caso de Brasília, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-geral da Presidência, admite que a perspectiva de protestos e confrontos afastou muita gente. Apesar disso, ele garante que as autoridades não se sentiram intimidadas, recorrendo ao próprio exemplo: “Eu trouxe meu filho. As pessoas trouxeram a família. Houve um belo desfile cívico”, argumentou.
Padrão novo
Várias cidades, como São Paulo, Belo Horizonte, Florianópolis, dentre outras, registraram manhã tranquila de desfiles. No caso de Teresina, onde manifestantes chegaram a tensionar por uma invasão à área de desfiles, uma negociação com a polícia permitiu que o grupo percorresse o espaço, depois que a parte oficial finalizou. Não chegou a haver confronto.
Porto Alegre foi outra capital que registrou problemas, com manifestantes detidos. Duas agências bancárias foram depredas na capital gaúcha. Em Brasília, que montou um dos mais rígidos esquemas de segurança, a parte da manhã foi tranquila, havendo expectativa em relação ao que aconteceria à tarde, diante de convocações com protestos realizados à parte entre as seleções de futebol do Brasil e da Austrália.
A vigência em várias cidades, incluindo Fortaleza, de medida judicial que impunha restrições ao uso de máscaras nas manifestações, acabou dando o tom de vários dos casos de confronto. Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, por exemplo.
Data tradicionalmente comemorada dentro de um ritual tranquilo, o Sete de Setembro ganhou um novo padrão, como ficou demonstrado ontem.
O Povo





