
O médico-legista Fortunato Badan Palhares repetiu ontem no tribunal de Maceió a tese de crime passional que defende desde que foi convocado pelo Ministério da Justiça para auxiliar as investigações da Polícia Federal sobre as mortes de Paulo César Farias e da namorada, Suzana Marcolino, ocorrida em 1996 na casa de praia do ex-tesoureiro de Fernando Collor de Mello.
No terceiro dia de julgamento que tem como réus os quatro PMs que faziam a segurança de PC na noite do crime, Bandan utilizou uma série de slides com imagens dos corpos do casal – inclusive dos exames cadavéricos – para tentar mostrar que Suzana matou o ex-tesoureiro e se matou. O julgamento de Reinaldo Correia de Lima Filho, Adeildo Costa dos Santos, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva, acusados de participação nas mortes, deve acabar nesta quinta-feira.
Na época da investigação, o laudo da perícia comandada por Badan foi assinado por 10 peritos. “Um deles, o Molina, que participou da equipe, não quis assinar”, afirmou o legista.
Agência Estado





