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Em meio a protestos, Comissão de Direitos Humanos elege pastor como presidente

O deputado e pastor Marco Feliciano é o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (Foto: Divulgação)

Os deputados da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara dos Deputados, elegeram, nesta quinta-feira, 7, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) como presidente. Ele teve 11 votos dos colegas. O pastor é acusado de homofobia e racismo.

Domingos Dutra (PT-MA) renunciou ao cargo de presidente da CDH em protesto à indicação do deputado Marco Feliciano para a presidência do colegiado. Todos os deputados do PT e do P-SOL se retiraram da comissão. Dutra também se retirou da reunião, antes da eleição do novo presidente do colegiado. A eleição foi conduzida pelo membro mais idoso da comissão, o deputado evangélico Costa Ferreira (PSC-MA).

A reunião teve início a portas fechadas. O acesso a manifestantes não foi permitido. Em meio a debates acalorados entre deputados evangélicos e os defensores dos direitos dos homossexuais e negros, o deputado Domingos Dutra (PT-MA) se emocionou. Ele se opôs à decisão do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de convocar a sessão a portas fechadas para eleição da presidência do colegiado.

“Nem a ditadura ousou bloquear o acesso do povo esta Casa. Essa comissão não é de evangélicos ou de católicos, mas do povo”, disse Dutra que renunciou à presidência da comissão.

O deputado Pastor Eurico (PSB-PE) criticou a postura de Dutra. “Isso é uma comissão de direitos humanos ou de direitos de uns e de outros? Não existe crime antes de ser julgado”, pontuou. “Estão praticando o preconceito aos evangélicos. Poderíamos convocar os evangélicos para fazer baderna nessa Casa. Mas nós, evangélicos, não somos de fazer baderna.”

O deputado Takayama (PSC-PR) disse que os evangélicos não são contra os homossexuais. “Amamos os homossexuais. Amamos o pecador, mas não as práticas do pecado”, disse Takayama.

A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) criticou a decisão de impedir o acesso de manifestantes à reunião. “Os espectadores não devem estar entendendo esse episódio que nos remonta a um período triste da nossa história. A questão aqui é política. Não é legal, nem regimental.

O Povo Online

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