
A Justiça federal ampliou em cinco dias o prazo de prisão temporária dos investigados pela Operação Pedra no Caminho. A operação apura o desvio de recursos públicos nas obras do trecho norte do Rodoanel Mario Covas, anel rodoviário que circunda a Grande São Paulo.
O prazo da prisão temporária foi prorrogado para sete. Das quinze pessoas presas na semana passada, quando a operação foi deflagrada, entre elas, Laurence Casagrande, ex-presidente da DERSA, a estatal paulista responsável pela construção de rodovias. Casagrande renunciou ao cargo depois da prisão.
[ads1] Antes de assumir a Dersa, ele foi secretário de transportes do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB. A decisão, da juíza Maria Isabel do Prado, da quinta vara criminal federal, de prorrogar o prazo das prisões, que terminaria nessa segunda-feira (25), atende a pedido do Ministério Público Federal.
Segundo a procuradora Thamea Danelon, o objetivo foi proteger provas que estão sendo levantadas nas investigações. Segundo o Ministério Público, os desvios podem chegar a R$ 600 milhões.
As defesas dos investigados ainda tentaram revogar as prisões. A reportagem tentou contato com o advogado de Casagrande, Eduardo Carnelós, mas não teve retorno. Os outros oito presos na operação foram liberados na última sexta-feira, dia 22, depois da audiência de custódia.
A Operação Pedra no Caminho é um desdobramento da Operação Lava Jato em São Paulo.
Radioagência Nacional





