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O corpo do arquiteto Oscar Niemeyer foi enterrado às 18h03 desta sexta-feira (7) no cemitério São João Batista, zona sul do Rio de Janeiro, em cerimônia que deveria ser reservada a familiares e amigos, mas acabou sendo acompanhada por pessoas do público em geral.
O sepultamento foi marcado pelo lado religioso, com orações como o Pai Nosso e a Ave Maria, além das homenagens com a Internacional Socialista e os gritos de “comunista”.
O cortejo que levou o corpo de Niemeyer, que morreu na última quarta-feira (5) aos 104 anos, chegou ao cemitério por volta das 17h35 desta sexta-feira (7), e foi recebido com a música “Carinhoso”, de Pixinguinha, tocada pela Banda de Ipanema.
A viúva de Niemeyer, Vera Lúcia, acompanhou o trajeto até a sepultura bem atrás do caixão de seu marido, levando duas rosas em suas mãos.
Brizola Neto, ministro do Trabalho e neto de Lionel Brizola, também participou da cerimônia.
“Fui no velório em Brasília e cheguei hoje aqui para o enterro. Lá em Brasília, eu vi o povo se despedindo dele, foi muito emocionante. Esse é o maior reconhecimento que uma pessoa pode ter, o povo chorar sua morte”, afirmou o ministro. “O Oscar queria transformar o Brasil. Ele, o Brizola e o Darcy Ribeiro são um exemplo de brasileiros que apoiavam o povo”.





