Vereadores pedem retirada de assinaturas para instalação de CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aprovada há cerca de duas semana com a finalidade de investigar denúncias...

Câmara Municipal do Crato (Foto: Diário do Nordeste)
Câmara Municipal do Crato (Foto: Diário do Nordeste)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aprovada há cerca de duas semana com a finalidade de investigar denúncias contra nove parlamentares d Crato/CE, acusados de terem recebido pagamentos no valor de R$ 50 mil para desaprovarem as contas de gestão relativas ao exercício financeiro de 2009, de responsabilidade do ex-prefeito Samuel Araripe. Os pagamentos, conforme as denúncias, teriam sido feitos pelo atual prefeito do município, Ronaldo Sampaio Gomes de Mattos, e somariam R$ 450 mil.

As denúncias surgiram após vazamento de uma conversa gravada entre o ex gestor e o vereador Dárcio Luiz (PSDB). Na gravação, o parlamentar chegou a apontar nomes de colegas que teriam participado de uma reunião com o prefeito Ronaldo Sampaio, momento no qual os supostos pagamentos teriam sido realizados. Os vereadores Pedro Eugênio Maia Moreira (PSB), José Pedro da Silva (PMDB), Luis Carlos Saraiva (PSL), Raimundo Soares da Silva (PV), Henrique Antônio Brito Leite (PV), Celso Oliveira Rodrigues (PP) e Luciano Saraiva Faustino (PSL), conforme o denunciante, teriam participado da reunião.

O Diário do Nordeste teve acesso a um novo documento, no qual alguns parlamentares expressam o desejo em retirar suas assinaturas do requerimento que resultou na criação da comissão. Este documento foi protocolado na secretaria da Câmara no último dia 31 de outubro. Assinam o pedido os vereadores Celso Oliveira Rodrigues, Pedro Eugênio Maia Moreira, José Nilton Brasil, Luciano Saraiva Faustino, Espedito Ancelmo Telles e José Pedro da Silva.

O presidente da Câmara, Luis Carlos Saraiva, que também foi citado na denúncia como um dos participantes da reunião onde teria havido o suposto pagamento aos parlamentares, disse que não há impedimentos legais para que a comissão funcione a partir do requerimento apresentado no último dia 28 de outubro.

O autor do requerimento que resultou na aprovação da Comissão Parlamentar de Inquérito, Roberto Pereira Anastácio, avalia que os pedidos de retirada de assinaturas possuem a finalidade de atrasar o início das investigações, principalmente porque “há vereadores que assinaram esse novo pedido citados nas denúncias”.

Roberto Anastácio verifica que, a partir do funcionamento da comissão, todos os parlamentares que tiveram seus nomes veiculados na denúncia ficam, automaticamente impedidos de participar da comissão e de votar o parecer final da CPI. “Citam o regimento interno sem sequer conhecê-lo. As alegações dos vereadores não procedem. A CPI precisa funcionar o mais rápido possível e eu vou, novamente, cobrar da presidência a sua composição visando o início dos trabalhos”, frisou.

Diário do Nordeste

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