Cagece determina racionamento de água em Pacoti e Quiterianópolis

A falta de chuva e a situação crítica dos mananciais levou a Companhia de Água e Esgoto do Ceará...

Os municípios de Tauá, Crateús e Beberibe também correm risco de sofrer alterações no abastecimento (Foto: Bernardo Soares/JC Imagem)
Os municípios de Tauá, Crateús e Beberibe também correm risco de sofrer alterações no abastecimento (Foto: Bernardo Soares/JC Imagem)

A falta de chuva e a situação crítica dos mananciais levou a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) a racionar o abastecimento das cidades de Pacoti e Quiterianópolis. Nesses municípios, os moradores ficam sem receber água em determinados períodos do dia, para evitar colapso ainda maior dos reservatórios.

O cenário de Quiterianópolis é mais grave e, por isso, a Cagece já monta esquema mais drástico de economia. Em pouco tempo, o fornecimento de água só será feito em dias específicos da semana.

Segundo o presidente do órgão, André Facó, outras três cidades também se encontram em estado muito preocupante: Beberibe, Tauá e Crateús. Caso a seca não dê trégua, elas também correm risco de sofrer alterações no abastecimento. O racionamento em Fortaleza estaria descartado.

A Cagece aguarda o próximo boletim da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), previsto para a próxima semana, para avaliar as próximas medidas. Perguntado se a Cagece não poderia ter se antecipado ao problema, investindo em adutoras de pequeno porte ou perfuração de poços, Facó responsabilizou entraves burocráticos e garantiu que já há dinheiro e projetos aprovados para amenizar a situação.

“Somos uma empresa pública, tivemos de seguir rito burocrático. Foi necessário captar recursos, fomos aos ministérios, pedimos apoio do governador. Há investimento previsto de mais de R$ 200 milhões, que não poderiam ser feitos com recursos próprios da Cagece”, argumentou.

Atualmente, quase dois milhões dos mais de oito milhões de cearenses sentem os efeitos da seca – a pior dos últimos 40 anos. Boletim da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) aponta que apenas 45% da capacidade dos reservatórios acumulavam água em março. Com a vaporização e a falta de chuva, a situação tende a ficar mais crítica. Por volta das 20h30min de ontem, O POVO tentou falar com os prefeitos de Pacoti e Quiterianópolis, mas eles não foram localizados.

O Povo

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