Construção e comércio sustentam empregos no Ceará

Não fosse a variação positiva na geração de empregos na construção civil (1.291) e no comércio (798) em maio,...

Não fosse a variação positiva na geração de empregos na construção civil (1.291) e no comércio (798) em maio, o Ceará não fecharia o mês com o saldo de 2.006 vagas formais, uma alta de 0,18%, comparado a março. É o décimo no ranking dos estados. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Na série ajustada, que acrescenta as informações declaradas fora do prazo – admissões ou demissões -, houve acréscimo de 1.992 vagas (+0,17%) nos cinco primeiros meses de 2013. Nos últimos 12 meses, mostrou-se o crescimento de 3,19% no índice de emprego ou saldo de 35.236 empregos no Ceará.

O que fortaleceu a geração de emprego com carteira assinada na construção foram, principalmente, obras públicas e grandes empreendimentos, conforme analisou o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo.

“Temos muitas obras em andamento, como o metrô de superfície, a finalização do acesso à Arena Castelão (Avenida Alberto Craveiro) e uma série de obras para a Copa. Temos também a retomada de algumas áreas do programa do Governo Federal, Minha Casa Minha Vida”, ressaltou. Macêdo complementou que não se tratam de obras imobiliárias, mas, por exemplo, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) contratou mais.

O líder industrial estima uma perda de 10% na produção mensal da indústria com os dois feriados decretados pela Câmara Municipal de Fortaleza nos jogos da Copa das Confederações realizados no Castelão – 19 e 27 de junho.

“Estamos tentando, via Ministério do Trabalho, uma compensação para esses feriados. Pode ser trabalhando uma hora a mais por dia ou em um outro feriado. É para buscar esse tempo perdido”, revelou Macêdo.

O presidente do Sinduscon-CE, Roberto Sérgio, afirma que a construção está estabilizada, mas demonstra a importância para o Estado. Hoje, são cerca de 110 mil trabalhadores no ramo.

Queda no País

O Brasil criou 72 mil novos empregos em maio, o pior resultado para o mês em, pelo menos, dez anos. No igual mês de 2012, foram 139,7 mil vagas, quase o dobro do saldo alcançado em maio de 2013. O saldo em maio foi resultado de 1,827 milhão de admissões e 1,755 milhão de baixas.

Ao contrário do que ocorreu no Ceará, a construção civil teve retração 1,9 mil vagas formais. O Piauí apresentou a maior alta percentual, com 2,2 mil novas vagas e alta de 0,83% no saldo. Dentre as unidades que perderam empregos estão Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

O Povo

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