FORTALEZA: Famílias que moravam em viaduto são removidas

A Prefeitura de Fortaleza removeu 25 famílias que moravam em um viaduto da Avenida Mister Hull, em Fortaleza, durante...

O incêndio, ocorrido durante a operação, foi controlado com extintores dos próprios veículos que faziam o transporte. (Foto: Alex Costa/Diário do Nordeste)
O incêndio, ocorrido durante a operação, foi controlado com extintores dos próprios veículos que faziam o transporte. (Foto: Alex Costa/Diário do Nordeste)

A Prefeitura de Fortaleza removeu 25 famílias que moravam em um viaduto da Avenida Mister Hull, em Fortaleza, durante a manhã desta quinta-feira (21).

Cerca de 100 pessoas que viviam em condições precárias serão encaminhadas a abrigos e em seguida receberão um auxílio aluguel de R$ 350.

3 conselheiras tutelares estavam no local, pois havia a informação que diversas crianças e adolescentes viviam em situação “desumana”. Entre as profissionais estava Izaíra Cabral, que criticou as condições dos barracos improvisados no viaduto. “A gente vê baratas e ratos. Não existe a mínima condição de moradia. Todos eles estão indo para um abrigo temporário e depois para o aluguel social, e depois, para um programa habitacional que possibilita uma moradia mais digna”, explica.

O Coordenador de Defesa Civil, Cristiano Fer, explicou que o local corre risco de explosão, pois existe uma válvula de gás. Cerca de 15 caminhões faziam o transporte dos pertences dos moradores e um efetivo de 100 homens trabalhava na mudança.

Durante a operação, ocorreu um princípio de incêndio, que foi controlado com o extintor de um os veículos que fazia o transporte. O Corpo de Bombeiros ainda esteve no local, mas a situação já estava resolvida.

O incêndio foi controlado com extintores dos próprios veículos que faziam o transporte. Foto: Alex Costa

Os contratempos só aumentaram a preocupação dos moradores, que se mostraram apreensivos com a mudança de endereço. Claudia Sousa mora com o filho de 18 anos no local e disse que está com medo do que a Prefeitura vai fazer. Ela ainda tem dúvidas sobre o futuro, mas sabe que não pode viver embaixo de um viaduto.

Diário Online

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