Maior incidência solar e poucas nuvens aumentam calor no Ceará

A fonte da Praça do Ferreira, mais que ponto turístico de Fortaleza, é apaziguadora. Os respingos que o vento...

A fonte da Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, é usada para amenizar o calor (Foto: Sara Maia/O POVO)

A fonte da Praça do Ferreira, mais que ponto turístico de Fortaleza, é apaziguadora. Os respingos que o vento arranca dela conseguem amenizar a conflituosa relação do fortalezense com o calor. “Era bom ter uma dessas perto da casa da gente”, ri a costureira Elines Jacinto, 27, refrescando-se na praça. Refrescos como os ofertados pela fonte devem ser de muita utilidade até o começo do verão, em dezembro. Neste período, o calor no Ceará cresce com a materialização da soma poucas nuvens e maior incidência solar.

Segundo Raul Fritz, meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), na última quarta-feira (25), o Ceará registrou Índice Ultravioleta igual a 14 – sendo que o máximo da escala que mede os raios solares é 16. “Em época de chuva, devido à cobertura de densas camadas, há filtragem dos raios ultravioleta. (O índice) chegaria talvez a nove, 10 ou menos”, diz o meteorologista.

O meteorologista da Funceme explica a origem do calor destes meses: “Está se verificando baixa cobertura de nuvens e a incidência de raios solares é mais direta, não inclinada, no período que começa agora. O sol está passando pelo Equador em direção ao Sul, está praticamente acima de nós. Se tem menos nuvens, a insolação chega direto, aquecendo a superfície que reemite o calor que recebe do sol”, detalha.

A sensação térmica pode ser amenizada, em alguns locais e horários, na Capital, por causa dos ventos característicos desta época. “Os ventos não alcançam muito o Interior e, em Fortaleza, a temperatura maior se deve ao efeito urbano. O vento quer resfriar, mas a urbanização contrabalança”, afirma. O meteorologista cita que, em média, o vento chega a 30km/h neste período.

Na Capital, diz Raul Fritz, setembro registra máxima de 30,2°C, mas a sensação térmica, dependendo da combinação de temperatura, ventos e umidade do ar, pode ser muito mais alta. Em dezembro, são 31°C na sombra. “E a sensação térmica aumenta porque o vento diminui”, indica. Em cidades do Sertão Central, a temperatura pode chegar “a mais de 34°C” por causa da seca, cita Fritz.

O Povo

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