Reajuste dos medicamentos deve chegar ao consumidor em 10 dias

Já na próxima semana, a população cearense poderá sentir no bolso o reajuste no preço dos medicamentos – publicado...

(FOTO: GEORGIA SANTIAGO/O POVO)
Reajuste para a maioria dos remédios foi de 6,31% (FOTO: GEORGIA SANTIAGO/O POVO)

Já na próxima semana, a população cearense poderá sentir no bolso o reajuste no preço dos medicamentos – publicado ontem no Diário Oficial da União. O aumento poderá ser aplicado pelas distribuidoras de medicamentos que renovarem seus estoques e pelas farmácias no Estado. Apesar da maior parte dos medicamentos ter tido reajuste aprovado de 6,31%, o setor estima que esse aumento deverá ficar, em média, em 3,5%.

No ano passado, o reajuste autorizado pelo Governo Federal para medicamentos vendidos em todo o País chegou a 5,85%. Naquele período, os medicamentos subiram em média 4,11% e a inflação geral naquele ano foi de 5,84%.

Marcos Soares, presidente do Sindicato das Indústrias Químicas, Farmacêuticas e da Destilação e Refinação de Petróleo no Estado do Ceará (Sindquímica), diz que os aumentos poderão entrar em vigor dentro de uma semana. “Os distribuidores já estão com esses preços novos e quando os atacadistas forem repor seus estoques terão que repassá-lo”.

O presidente do Grupo Pague Menos, Deusmar Queiroz, confirma o prazo para que o reajuste seja aplicado nas farmácias cearenses. Para ele, isso deverá ocorrer entre sete e 10 dias. Mas Queiroz aproveita para lembrar que, mesmo com o maior percentual de reajuste ter sido autorizado para a grande maioria dos medicamentos, o reajuste médio a ser aplicado deverá ficar, em média, em 3,5%.

O diretor tesoureiro do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Ceará (Sincofarma), Maurício Filizola, explicou que os farmacêuticos receberão uma revista até o dia 15 deste mês com os novos preços. A partir de então, o reajuste poderá ser praticado.

Satisfatório
Marcos Soares, presidente do Sindquímica, lembra que o reajuste dado pelo governo foi satisfatório, mas reconhece que ele não repõe a inflação e os custos das indústrias com encargos que também subiram.“Para os remédios de marca e os genéricos, controlados pelo Ministério da Saúde, o reajuste foi bom”.

Remédios classificados nos níveis 1 e 2
Os medicamentos lideres de venda no mercado brasileiro estão classificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no nível 1. São eles: Dorflex (analgésico), Neosaldina (dor de cabeça), Neosoro gotas (descongestionante nasal), Diovan (anti-hipertensivo), Rivotril (ansiolítico-tranquilizante), Glifage (Diabetes), Tylenol (antitérmico), Novalgina Solução Oral (antitérmico e dor), Azi (antibiótico), Cefalexina (antibiótico), Diane e Yasmin (anticoncepcional), Alendronato de Sódio 10 mg (Osteoporose) e Lexotan (ansiolítico). São alguns dos medicamentos que terão maior reajuste – até 6,31%.

Já entre os medicamentos classificados como nível 2, são aqueles que só podem ser adquiridos com receita médica. É o caso dos seguintes produtos: Risperidona (antipsicótico), Ciloxan (solução e pomada oftálmica), Lidospray – Lidocaína Spray (anestésico) e Oncovin (antineoplásico, usado em pacientes com câncer para bloquear a divisão das células).

Estes medicamentos constam na relação da Anvisa para o reajuste de preços de 2012, conforme dados do site oficial.

O Povo

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