
O Tribunal de Júri da Vara Única da Comarca de Milagres acatou, na última sexta-feira (04/08), tese do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e condenou Cícero Nilton da Silva, conhecido como “Cicero Índio”, a 23 anos e quatro meses de prisão por duplo homicídio qualificado. O réu foi alvo de denúncia do órgão ministerial que o considerou como responsável pela morte de Fabrício de Oliveira Pontes (Tinha 35 anos) e de Raimundo Pereira Gonçalves, com emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. O crime ocorreu em setembro de 2018, no interior de um local que funcionava como centro de recuperação para pessoas com dependência química, que era localizada no sítio Coqueiros, zona rural de Milagres, Ceará (agora a casa está desativada). Conforme a denúncia do MP Estadual, o suspeito desferiu diversos golpes contra as vítimas utilizando uma foice e uma esfera de gesso.
Diante do cenário apresentado, o Júri considerou que o réu teve a intenção de infligir o máximo de sofrimento possível às vítimas, o que configura como emprego de meio cruel. Além disso, Fabrício Oliveira estava dormindo no início do ataque, o que foi considerado como emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O Tribunal do Júri também levou em consideração os antecedentes criminais do réu e estabeleceu a execução provisória da pena, negando ao acusado o direito de recorrer em liberdade.
Relembre o caso:
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