
Apesar do treino fechado na última quarta-feira (20) e da necessidade de conceder entrevista antes da atividade desta quinta (21), Tite não fez mistério sobre o time que irá enfrentar a Costa Rica às 9h (de Brasília) desta sexta-feira (22), em São Petersburgo.
A formação será a mesma da estreia, no empate por 1 a 1 com a Suíça: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.
“Existe diferença [sobre mudar o time durante torneio curto e em clubes]. Tudo na seleção tem pressa maior na execução, porém antes da pressa tem coerência, discernimento, confiança, análise”, afirmou Tite em entrevista coletiva após anunciar o time titular.
Assim, o treinador segue apostando no quarteto ofensivo formado por Willian, Philippe Coutinho, Neymar e Jesus. O camisa 10, que deu um susto no treino da última terça-feira ao deixar a atividade antes do programado por sentir dores no tornozelo, treinou normalmente nas últimas sessões e está confirmado. Tite disse que ele não regrediu no aspecto físico apesar dos problemas nos últimos dias.
“Não há defasagem do Neymar. Foi uma pancada que ele trouxe, mas não retira o projeto inicial [de 100% na segunda fase]. Foram três meses e meio, acho, para o primeiro jogo de 90 minutos. A gente tem ciência e tranquilidade sobre isso. Cinco jogos é o mínimo humano para alcançar a plenitude, ele já acelerou esse processo”.
Na sequência, Tite disse que Neymar não faz um esforço exagerado para atuar. “Estaria jogando [se não fosse a Copa]. Não é sacrifício. Processo evolutivo. Dentro do cronograma. Queremos vencer, é uma Copa do Mundo, mas não vou pagar preço de saúde e desonestidade para vencer. Vai pagar preço que ficou nervoso, que não pensou bem o jogo, mas valores de saúde e honestidade não vai pagar”.
Apesar de críticas à atuação do jogador diante da Suíça, Tite defendeu as características de Neymar. “Todos os atletas têm a responsabilidade de serem coletivos e individuais. Alguns com características específicas. Não vou tirar a iniciativa do transgressor, do último terço de campo, da genialidade. Entendo o processo de retomada dele. Serve para Coutinho, Willian, Firmino…[respeitar características]. Todos temos que potencializar a equipe, mas respeitar a equipe. Último terço, vai dentro. Finta, característica do futebol brasileiro”, descreveu.
Fonte: UOL





