
Nove pessoas ficaram feridas durante uma rebelião, ocorrida na madrugada de ontem, na Cadeia Pública de Juazeiro do Norte, distante 493 quilômetros de Fortaleza. A unidade, que tem capacidade para 97 pessoas e abrigava 159 presos, ficou destruída.
A cadeia passava por reforma e ficará interditada por tempo indeterminado. Os presos foram transferidos para a Penitenciária Industrial Regional do Cariri (Pirc) e para presídios da Região Metropolitana de Fortaleza, segundo informações da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus-CE0). Não houve registro de fuga.
De acordo com o responsável pela Coordenadoria do Sistema Penal (Cosipe) do Cariri, Wanderson Pereira, a rebelião começou por volta das 3h40min, quando os detentos passaram a queimar colchões e objetos pessoais. A situação foi controlada às 5h30min.
Segundo o coordenador, a revolta foi motivada por desavença entre os detentos ocasionada por disputas externas. “A maioria deles pertence a grupos rivais, fora da unidade, e faz acerto de contas dentro da cadeia. Estamos trabalhando na identificação dos líderes da rebelião. Eles responderão criminalmente por dano ao patrimônio público. Não é possível que um prédio do Governo seja danificado daquela forma e fique por isso mesmo”, disse.
O capitão Adailton da Silva, do Ronda do Quarteirão da cidade, participou da operação que conteve a rebelião. Segundo ele, as instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias da unidade foram avariadas. “O prédio está muito danificado. As grades da cela foram arrancadas. Tem muito material queimado. A situação está crítica”, relatou o policial.
Arma de fogo
Os nove feridos durante a rebelião eram detentos, que foram atendidos no hospital municipal e receberam alta ainda na manhã de ontem. Segundo a Polícia, eles respondem por homicídio, tráfico de drogas e assalto.
Conforme o capitão Adailton, um dos presos encaminhados à unidade de saúde apresentava lesões semelhantes a ferimentos provocados por disparo de arma de fogo. Contudo, após uma inspeção, nenhuma arma foi encontrada na unidade. Wanderson Pereira informou a possível utilização de uma arma de fogo pelos detentos será investigada. “Um inquérito policial e um procedimento administrativo foram abertos para investigar o caso”.
O coordenador informou ainda que uma reunião ocorrerá ainda esta semana, na Sejus, para definir o tempo necessário para a reforma.
O Povo





