JUAZEIRO: Após rebelião, cadeia pública fica interditada

Nove pessoas ficaram feridas durante uma rebelião, ocorrida na madrugada de ontem, na Cadeia Pública de Juazeiro do Norte,...

Os detentos atearam fogo em colchões e objetos pessoais (Foto: Daniel Victor/O Povo)
Os detentos atearam fogo em colchões e objetos pessoais (Foto: Daniel Victor/O Povo)

Nove pessoas ficaram feridas durante uma rebelião, ocorrida na madrugada de ontem, na Cadeia Pública de Juazeiro do Norte, distante 493 quilômetros de Fortaleza. A unidade, que tem capacidade para 97 pessoas e abrigava 159 presos, ficou destruída.

A cadeia passava por reforma e ficará interditada por tempo indeterminado. Os presos foram transferidos para a Penitenciária Industrial Regional do Cariri (Pirc) e para presídios da Região Metropolitana de Fortaleza, segundo informações da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus-CE0). Não houve registro de fuga.

De acordo com o responsável pela Coordenadoria do Sistema Penal (Cosipe) do Cariri, Wanderson Pereira, a rebelião começou por volta das 3h40min, quando os detentos passaram a queimar colchões e objetos pessoais. A situação foi controlada às 5h30min.

Segundo o coordenador, a revolta foi motivada por desavença entre os detentos ocasionada por disputas externas. “A maioria deles pertence a grupos rivais, fora da unidade, e faz acerto de contas dentro da cadeia. Estamos trabalhando na identificação dos líderes da rebelião. Eles responderão criminalmente por dano ao patrimônio público. Não é possível que um prédio do Governo seja danificado daquela forma e fique por isso mesmo”, disse.

O capitão Adailton da Silva, do Ronda do Quarteirão da cidade, participou da operação que conteve a rebelião. Segundo ele, as instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias da unidade foram avariadas. “O prédio está muito danificado. As grades da cela foram arrancadas. Tem muito material queimado. A situação está crítica”, relatou o policial.

Arma de fogo

Os nove feridos durante a rebelião eram detentos, que foram atendidos no hospital municipal e receberam alta ainda na manhã de ontem. Segundo a Polícia, eles respondem por homicídio, tráfico de drogas e assalto.

Conforme o capitão Adailton, um dos presos encaminhados à unidade de saúde apresentava lesões semelhantes a ferimentos provocados por disparo de arma de fogo. Contudo, após uma inspeção, nenhuma arma foi encontrada na unidade. Wanderson Pereira informou a possível utilização de uma arma de fogo pelos detentos será investigada. “Um inquérito policial e um procedimento administrativo foram abertos para investigar o caso”.

O coordenador informou ainda que uma reunião ocorrerá ainda esta semana, na Sejus, para definir o tempo necessário para a reforma.

O Povo

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