RS: Número de internados após incêndio na boate Kiss cai para 46

Caiu para 46 o número de feridos que seguem internados em hospitais do Rio Grande do Sul após o...

A tragédia em Santa Maria deixou 239 mortos (Foto: Vanessa Felipe/RBS TV)
A tragédia em Santa Maria deixou 239 mortos (Foto: Vanessa Felipe/RBS TV)

Caiu para 46 o número de feridos que seguem internados em hospitais do Rio Grande do Sul após o incêndio que atingiu a boate Kiss, em Santa Maria, no dia 27 de janeiro. De acordo com os números divulgados pela Secretaria de Saúde do estado, dois pacientes tiveram alta nas últimas 24 horas. Do total, ainda há 10 pessoas em ventilação mecânica.

A tragédia em Santa Maria deixou 239 mortos. Na manhã desta terça (12), o corpo do segurança Rodrigo Taugen, de 29 anos, foi sepultado em Santa Maria. Rodrigo era natural de Júlio de Castilhos, mas atualmente morava em Santa Maria e trabalhava na boate Kiss. Ele estava internado no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, e teve a morte confirmada na noite de domingo (10).

Veja a distribuição pelos hospitais

Porto Alegre
– Hospital Cristo Redentor: cinco pacientes (dois em ventilação mecânica)
– Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre: quatro paciente (um em ventilação mecânica)
– Hospital de Clínicas:10 pacientes (quatro em ventilação mecânica)
– Santa Casa de Misericórdia: quatro pacientes
– Hospital Nossa Senhora da Conceição: dois pacientes (um em ventilação mecânica)
– Hospital Mãe de Deus: cinco pacientes (dois em ventilação mecânica)
– Hospital Moinhos de Vento: um paciente

Santa Maria
– Hospital de Caridade: 11 pacientes internados
– Hospital São Francisco: um paciente internado

Canoas
– Hospital Universitário da Ulbra: dois pacientes

Caxias do Sul
– Hospital Unimed: um paciente

Entenda o Caso

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 239 mortos na madrugada do último domingo (27). O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores:

– O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
– Era comum a utilização de fogos pelo grupo.
– A banda comprou um sinalizador proibido.
– O extintor de incêndio não funcionou.
– Havia mais público do que a capacidade.
– A boate tinha apenas um acesso para a rua.
– O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
– Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
– 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
– Equipamentos de gravação estavam no conserto.

G1 RS

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