FORTALEZA: Falsa bomba assusta frequentadores do Parque do Cocó

Suposto artefato explosivo, encontrado no Parque Ecológico do Cocó, em Fortaleza, na manhã de ontem, assustou moradores, frequentadores e...

Artefato simulando bomba foi deixado no Parque do Cocó. PM diz que, mesmo sem conter explosivos, confecção do objeto é crime (Foto: THIARA NOGUEIRA/O POVO)
Artefato simulando bomba foi deixado no Parque do Cocó. PM diz que, mesmo sem conter explosivos, confecção do objeto é crime (Foto: THIARA NOGUEIRA/O POVO)

Suposto artefato explosivo, encontrado no Parque Ecológico do Cocó, em Fortaleza, na manhã de ontem, assustou moradores, frequentadores e funcionários. “Era igualzinho àquelas bombas de desenho animado: tinha relógio, fios, tubos, tudo”, explicou o soldado Adailton Marques, que trabalha no posto local da Polícia Militar.

O objeto foi deixado sob as árvores, na margem da avenida Padre Antônio Tomás, próximo a uma banca de revistas. Uma equipe do esquadrão antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), responsável pela remoção do dispositivo, constatou que não havia material explosivo no objeto. Entretanto, o sistema havia montado de modo a simular um modelo real de bomba-relógio.

“Ele poderia vir a funcionar, caso tivesse alguma emulsão ou qualquer outra substância explosiva dentro. A pessoa que o fez seguiu um padrão lógico. Estava realmente montado como se fosse um artefato explosivo. Algo feito para causar terror, pânico ou chamar atenção. Nada mais”, contou o comandante do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), major Alexandre Ávila.

A falsa bomba foi achada por um funcionário do parque, por volta das 9 horas. “Foi tudo muito rápido. O Gate chegou, isolou a avenida e usou um robô para retirar o artefato do local”, contou o vendedor ambulante Germano Ferreira, 38 anos. A utilização do robô faz parte do protocolo internacional de remoção à distância, adotado por equipes de esquadrão antibombas nesse tipo de situação.

Falsa bomba

Depois de retirar o dispositivo, os policiais cavaram buraco no campo de futebol do parque para detonar o dispositivo. Após análise, porém, a Polícia verificou a inexistência de material explosivo.

Além das semelhanças com uma bomba, funcionários do Parque do Cocó informaram que o objeto continha inscrições em idioma estrangeiro. “Ninguém entendeu nada (do que havia escrito)”, contou um deles.

As testemunhas afirmaram desconhecer como o objeto havia ido parar ali. Policiais da Companhia de Polícia Militar Ambiental (CPMA) informaram que não havia câmeras de segurança no local.

Segundo o major Alexandre, apesar de não haver explosivos no objeto, a ação não deixa de ser criminosa. Um relatório será produzido pelo Gate e entregue ao titular do 15º Distrito Policial, delegado Alízio Justa, para que o caso seja investigado.

O Povo

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