OKariri, por G1 CE
Dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará mostram que até o mês de outubro de 2012 foram apreendidas 2.225 armas na Região Metropolitana de Fortaleza. Em todo o ano de 2011, as apreensões de armas totalizaram 2.912.
Mesmo com o número de apreensão de armas, o índice de violência na cidade também aumentou. Até outubro deste ano foram registradas 1.342 mortes violentas, enquanto que durante todo o ano passado os homicídios totalizaram 1.107. De acordo com a SSPDS, 82% dos assassinatos cometidos em Fortaleza foram com armas de fogo.
Para Marcos Silva, pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal da Ceará (UFC), quando existe uma tendência de aumento no número de homícidios e uma diminuição na quantidade de armas apreendidas, há uma estagnação da polícia em algum ponto. “É preciso haver um trabalho em conjunto dos órgãos de segurança pública com a população, criar políticas que não só atenda o policial, mas também dialogue com a população”.
De acordo com o pesquisador, a população sente uma “forte sensação de insegurança e uma certa desconfiança no trabalho das autoridades policiais”. Além disso, segundo ele, é necessário pensar em uma política de fiscalização na entrada de armas no Estado para coibir o contrabando e diminuir o uso de armas ilegais.
Para intensificar as apreensões, o governo do estado instituiu um “bônus”: para cada arma apreendida, o policial recebe entre R$ 100 a R$ 300. De acordo com o delegado Andrade Júnior, coordenador operacional da Secretaria de Segurança do Estado, além desse incentivo, houve um trabalho “intenso” no combate ao tráfico de drogas no Ceará, o que pode refletir na diminuição de violência.”Acreditamos que em médio prazo diminuiremos o número de homícidios no estado”.




