Retrato da violência: só esse ano seis pessoas foram mortas em assaltos a bancos no Ceará

Pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) divulgada nesta quarta-feira, 29, mostra que seis pessoas foram...

Imagem Ilustrativa

Pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) divulgada nesta quarta-feira, 29, mostra que seis pessoas foram assassinadas em assaltos envolvendo bancos no Ceará em 2013. Esse número representa aumento de 500%, em relação a 2011, quando foi morta uma pessoa, e de 20%, em relação a 2012, quando cinco pessoas foram assassinadas no Estado. O levantamento utilizou notícias da imprensa e apoio técnico do Dieese.

Destas mortes, duas aconteceram no Interior (33%) e quatro (67%) na Capital. 50% dos casos de morte ocorreram durante saidinhas bancárias; uma pessoa foi morta em cada um dos casos: assalto a caixa eletrônico; assalto a agência e assalto a correspondente bancário.

A maioria das vítimas foram os clientes (50%/3), seguidos de vigilante (17%/1), policial (17%/1) e outros (16%/1).

BRASIL
65 mortes foram registradas em assaltos envolvendo bancos em 2013, uma média de 5,4 vítimas por mês. O aumento em relação a 2012 foi de 14,04%, quando foram registrados 57 assassinatos, representando crescimento de 32,7% nos últimos dois anos.

Os estados com o maior número de casos foram: São Paulo (17), Rio de Janeiro (11), Bahia (7), Ceará (6), Minas Gerais (6) e Rio Grande do Sul (5). O estado de Minas Gerais foi o estado com o maior crescimento de mortes em 2013, com 500% em relação ao ano anterior.

As “saidinhas bancárias” foram as principais ocorrências, com 32 mortes, seguido de assalto a correspondentes bancários (22%), que tirou a vida de 14 pessoas, e assalto a agências (12%), que matou 8 pessoas. Outras mortes foram registradas em assaltos a caixas eletrônicos (6), abastecimento de caixas eletrônicos (3) e assaltos a postos de atendimento (2).

Cerca de 55% das vítimas foram os clientes (36), seguido de vigilantes (10), transeuntes (5) e policiais (7). cinco pessoas foram vítimas de balas perdidas em tiroteios, além de dois bancários.

A faixa etária das vítimas também foi revelada na pesquisa. A mais visada é a idade entre 31 a 40 anos, com 16 mortes (25%). Em seguida vem os idosos com mais de 60 anos, com 14 mortes (21%), e outras 11 mortes (17%) na faixa entre 41 e 50 anos. A maior parte das vítimas são homens (60), representando 92,3% dos casos; as mulheres representam 7,7% ( cinco mortes).

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