Após acusação, presidente da Etufor chama vereador de oportunista

O presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Rogério Pinheiro (Pros), chamou o vereador da capital Vitor...

Rogério Pinheiro critica vereadores (Foto: Mauri Melo/O POVO)

O presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Rogério Pinheiro (Pros), chamou o vereador da capital Vitor Valim (PMDB) de “oportunista” por tentar jogar contra ele a Câmara Municipal, depois de Pinheiro tornar público que o vereador Alípio Rodrigues (PTN) tentou obter a liberação de carro apreendido por transporte irregular de passageiros. “Todas as acusações que me forem dirigidas serão rebatidas. Em momento nenhum eu ataquei a Câmara como alega o vereador Valim”, disse Pinheiro ontem.

O presidente da Etufor divulgou pelo seu perfil no Facebook que Alípio tentara liberar um carro apreendido por transporte clandestino. Pinheiro publicou inclusive a foto do visor de seu celular em que aparece a chamada de Alípio, datada de 12 de novembro. Reagindo a isso, Valim encabeçou lista de repúdio a Pinheiro entre os vereadores e disse, ao Blog do Eliomar, que pediria sua demissão. “Ou ele apresenta provas contra o vereador Alípio ou não há mais como ser mantido no cargo”.

Faltas na Câmara
O presidente da Etufor afirma que Valim tem um motivo a mais para estar irritado com ele. “O vereador também está magoado comigo porque entrei com representação no Ministério Público do Estado, há cerca de 30 dias, para que apure se ele está recebendo subsídio integral da Câmara, mesmo estando ausente a mais de 60% das sessões”.

“Eu podia processar”
Alípio diz que ligou para Pinheiro apenas para pedir informações sobre o trâmite da apreensão do carro, pertencente, segundo o vereador, a um vizinho seu. “O rapaz ia levando a família dele e teve a infelicidade de prenderem. Alegaram que ele faz lotação”, explicou.

Sobre a publicação de Pinheiro no Facebook, Alípio diz que poderia processá-lo por violação de privacidade, mas não o fará, pois “não quer confusão com ninguém”.

“Não era para ele ter feito aquilo, exposto meu número. Celular é coisa privada. Eu podia até processar ele, pedir uma indenização milionária, mas eu tenho é pena dele”.

O POVO tentou ouvir Vitor Valim, mas as ligações para o seu celular não foram atendidas.

O Povo

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