São Paulo. Apesar da queda de cinco pontos percentuais na popularidade, a presidente Dilma Rousseff lidera a intenção de votos para Planalto e venceria com folga no segundo turno, aponta pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem.
Segundo a pesquisa, Dilma tem 39% das intenções de voto. O senador Aécio Neves (PSDB), que foi oficializado candidato no sábado (14), aparece em segundo lugar com 21%. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) tem 10%.
Para a pesquisa, foram apresentados nomes de 11 possíveis candidatos. O Pastor Everaldo (PSC), que teve também teve a candidatura oficializada no sábado (14), foi escolhido por 3%, o senador Magno Malta (PR) ficou com 2% das intenções de voto e José Maria (PSTU) com 1%. Os demais candidatos somaram 3%. Entre os entrevistados, 8% disseram não saber ou não responderam, e 13 % votaram em branco/nulo.
Amanhã, o PT realiza convenção para oficializar o nome da presidente Dilma Rousseff como candidata à reeleição. O PT vai reeditar a chapa encabeçada por Dilma e tendo o peemedebista Michel Temer como candidato a vice. O PMDB já oficializou a sua escolha em convenção própria, no último dia 10.
A pesquisa foi realizada após a abertura da Copa em São Paulo. Durante a partida inaugural do campeonato, no dia 12 de junho, Dilma foi alvo de ofensas da torcida no Itaquerão.
A pesquisa CNI/Ibope foi realizada entre os dias 13 e 15 deste mês e entrevistou 2.002 pessoas em 142 municípios no País. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
O último levantamento CNI/Ibope, realizado em março, não trouxe a intenção de voto da população, por isso, não é possível avaliar a evolução dos resultados apurados.
A pesquisa realizada pelo Ibope em 10 de junho mostrou Dilma com 38% das intenções de voto, Aécio Neves com 22% e Eduardo Campos com 13%. Todos dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos.
“Não mudou muito. Dilma continua na disputa, que provavelmente vai para segundo turno. Se a pesquisa fosse hoje ela certamente seria reeleita”, diz o gerente-executivo de pesquisa e competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca.
Ele chama atenção, contudo, para o elevado percentual de rejeição da presidente. O levantamento sobre a probabilidade de voto feito pela CNI/Ibope indicou que Dilma tem o maior índice de rejeição entre os três candidatos mais bem cotados: 43% afirmaram não votar na presidente de jeito nenhum. Em Eduardo Campos, 33% não votariam e, em Aécio Neves, 32%.
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Aécio, a presidente venceria com 43% dos votos, segundo a pesquisa. O candidato tucano ficaria com 30% e 19% optariam por votar branco ou nulo. Neste cenário, 8% não responderam ou disseram não saber quem escolheriam.
Dilma bateria Campos com o mesmo percentual, caso fosse ele no segundo turno. O candidato do PSB ficaria com 27% dos votos e 21% votariam branco ou nulo. Entre os entrevistados, 9% disseram que não sabiam ou não responderam.
Também foi apurada a intenção de voto espontânea, quando não são apresentados nomes para escolha dos entrevistados. Neste caso, Dilma ficou com 25% das escolhas, Aécio com 11% e Campos com 4%.
O ex-presidente Lula foi lembrado por 3% dos entrevistados. Já a ex-senadora Marina Silva (PSB), aliada de Campos, foi escolhida por 1% da população, mesmo percentual de Pastor Everaldo (PSC).






