
A Prefeitura de Fortaleza emitiu, nesta sexta-feira (9), nota de esclarecimento justificando a ação de desocupação do acampamento no Parque do Cocó, na última quinta-feira (8). A nota define como “ilegal” a ocupação, afirmando que “durante os 28 dias de ocupação, a Prefeitura fez questão de dialogar por diversas vezes com os manifestantes”.
A nota diz que a operação foi “pacífica” e que a desocupação ocorreu por conta da “insistência” do grupo protestante. “Em razão da insistência dos manifestantes, permanecendo no local de forma flagrantemente ilegal, decidiu-se por uma operação pacífica, comandada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Guarda Municipal de Fortaleza, que entrou no acampamento promovendo a saída imediata dos manifestantes, sem a utilização de arma de choque ou bala de borracha”.
Armas no acampamento
O texto afirma, ainda, que a Guarda localizou no local do acampamento armas, afirmando que elas “foram utilizadas por alguns manifestantes para atacar os guardas municipais, ferindo quatro deles”. O material apreendido, segundo a Prefeitura, era composto por “facas, facões, cossocos, foices, além de paus, pedras, baladeiras, bilas e rojões”.
A prisão de três manifestantes foi justificada no texto com a afirmação de que “em razão da ação violenta desses manifestantes, que atiraram pedras e paus já fora do acampamento, na Avenida Engenheiro Santana Júnior, a Guarda Municipal reagiu e efetuou três prisões pelo crime de lesão corporal”.
Não há impedimento legal
Segundo a nota emitida pelo poder municipal, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) autorizou a retomada das obras de construção dos dois viadutos no cruzamento das Avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior.
O texto garante ainda que o “Tribunal de Justiça do Estado do Ceará também autorizou a retomada da construção da obra, por meio de decisão do desembargador presidente Luiz Gerardo de Pontes Brígido”, garantindo que “não há nenhum impedimento legal para a realização da obra”.
O texto encerra afirmando que a Prefeitura irá “adotar as medidas judiciais cabíveis para preservar o interesse da cidade”. A obra no Cocó, entretanto, foi embargada ainda na quinta-feira, após um dia intenso de protestos e confrontos entre manifestantes, Guarda Municipal e Polícia Militar.
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